sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Clássicos MPB - Água de Beber
Tom Jobim, um dos maiores nomes da Bossa Nova, foi um génio.
As suas composições ganharam a marca da eternidade e estou certo que os nossos bisnetos ainda as ouvirão em 2095, não sei em que suporte, talvez até recorrendo a um chip implantado no cérebro.
A letra deste "Água de Beber", tantas vezes tocado, tantas vezes mote para dezenas de versões, é do grande Vinicius de Moraes.
O tema foi criado em 1963, e fez parte do primeiro álbum de Tom Jobim, "The Composer of Desafinado", reeditado no Brasil no ano seguinte, então com o nome "António Carlos Jobim".
No vídeo abaixo, Tom Jobim toca e interpreta "Água de Beber", em Montreal, em 1986, oito anos antes da sua morte.
E agora, ouçamos o Mestre.
As suas composições ganharam a marca da eternidade e estou certo que os nossos bisnetos ainda as ouvirão em 2095, não sei em que suporte, talvez até recorrendo a um chip implantado no cérebro.
A letra deste "Água de Beber", tantas vezes tocado, tantas vezes mote para dezenas de versões, é do grande Vinicius de Moraes.
O tema foi criado em 1963, e fez parte do primeiro álbum de Tom Jobim, "The Composer of Desafinado", reeditado no Brasil no ano seguinte, então com o nome "António Carlos Jobim".
No vídeo abaixo, Tom Jobim toca e interpreta "Água de Beber", em Montreal, em 1986, oito anos antes da sua morte.
E agora, ouçamos o Mestre.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Lendas do Futebol - Carlos Manuel
Naquele noite do final de Outubro de 1985, Portugal "deu um bigode" à poderosa selecção alemã de futebol.
Em plena cidade de Estugarda.
O bigode tinha dono, cara, corpo, pernas e pés.
Pés talentosos.
Mira apurada.
Golo.
Carlos Manuel Correia dos Santos, nasceu na Moita, a 15 de Janeiro de 1958 e foi considerado um dos melhores médios ofensivos portugueses da década de 80.
Começou a jogar no Grupo Desportivo Fabril do Barreiro, seguindo-se, em 1977, o Barreirense.
Em 1979 transferiu-se para o Benfica e por lá ficou até 1987.
Com a camisola encarnada ganhou 4 campeonatos, 5 Taças de Portugal e 2 Supertaças.
O F.C. Porto ainda não papava títulos.
Em Dezembro de 1987 foi cedido ao FC Sion, e em 1988 voltou a Portugal, desta vez para jogar no meu Sporting.
E foi um prazer vê-lo de verde e branco.
Jogou ainda pelo Boavista e terminou a carreira no Estoril, sendo que, como treinador, passou uma vez mais pelo Sporting, mas a sua carreira de técnico (nos últimos anos ao serviço do Oriental) não teve o sucesso que alcançou como futebolista.
Regressemos a 29 de Outubro de 1985.
Para que Portugal se apurasse para o Mundial de 86, tinha mesmo que ganhar à Alemanha, em solo germânico.
Tarefa que parecia impossível atenuada algo liricamente com a célebre frase do selecionador José Torres:
"Deixem-me sonhar".
E um pontapé de sonho, vindo do lado esquerdo do ataque português materializou o sonho.
Schumacher não pôde fazer nada.
Portugal foi ao Mundial do México, em 1986, e esperava-se que por lá ficasse muito tempo.
Afinal foi só um "Saltillo"...
Cinemateca Pop - Mad Max 3 - Para Além da Cúpula do Trovão
Mel Gibson encarnou algumas das principais personagens de filmes de acção nos Anos 80.
Ele esteve, por exemplo, na série de filmes "Arma Mortífera" e "Mad Max".
Normalmente não há melhor do que o início de uma destas sagas blockbuster, mas aqui recordamos o 3º filme da série "Mad Max", "Para Além da Cúpula do Trovão", aquele com... Tina Turner.
Estávamos em 1985, em plena década de 80, e este tipo de películas preenchiam o imaginário aventureiro dos jovens da época.
Aqui, após a destruição da civilização, surge no meio do deserto, Bartertown, uma cidade com regras primitivas e mortais que tem uma governante (Tina Turner) que deseja consolidar o seu poder a qualquer preço.
Até que lá chega Max (Mel Gibson), que é forçado a participar de uma luta e, por se ter recusado a matar o seu adversário, acaba sendo banido no deserto.
Até que um grupo de jovens selvagens o salvam e passam a considerá-lo um messias que os levará até a uma nova terra.
Em baixo, recordamos imagens do filme, com o poderoso "We Don't Need Another Hero", principal tema da banda sonora.
Tina Turner, então com 46 anos, continuava a encantar com a sua voz e um perfeito par de belas e maduras pernas, que faziam estremecer qualquer um.
E garanto que a "cúpula" não era do trovão.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Sucessos Esquecidos dos Anos 80 - Nothing Gonna Stop Me Now - Samantha Fox
Soube-se à primeira vista (demorada e babada) que a menina tinha peito para enfrentar as balas.
Depois do mega-sucesso "Touch Me", Samantha Fox não teve medo de perder a crista da onda com o segundo álbum que arrancou em grande estilo com este "Nothing's Gonna Stop Me Now", que se queria lema de vida.
Foi antes o derradeiro fulgor da avantajada cantora, mas, por enquanto, estávamos em 1987.
O vídeo é um brinde ao Verão e à boa qualidade de vida.
Samantha continuava a seduzir rapazinhos e homens feitos, muitos anos antes de assumir a sua homossexualidade.
O fato de banho e a espampanante permanente eram imagens de marca nos Anos 80.
A música, essa é eterna.
Pop bonitinho como já quase não existe.
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Sucessos Esquecidos dos Anos 80
Séries Inesquecíveis - Fort Boyard
Ora aqui está um concurso diferente, que mais parecia um filme de aventuras para as matinés de sábado.
"Fort Boyard" transmitido em Portugal na década de 90, foi criado por Jacques Antoine e filmado na verdadeira fortaleza situada ao largo da Costa Oeste de França.
Lembro-me que participavam duas equipas, com elementos masculinos e femininos, sempre muito ginasticados, ou não fossem a destreza e a resistência requisitos absolutamente necessários neste conjunto de jogos.
Tinha também o seu quê do saudoso "Caça ao Tesouro", mas em vez da Catarina Furtado de calçãozinho curto, a saltar de um helicóptero, as pistas eram dadas por um velho ancião, que recebia alguns dos concorrentes numa torre de vigia da fortaleza, de onde se podia avistar o intenso azulão do Atlântico.
Para além de Portugal, o Reino Unido, a Suécia, o Líbano, a Noruega, e ainda Canadá, Rússia, Dinamarca, Bélgica, Israel, Holanda, Grécia, Arménia, Polónia e Finlândia, entre outros, foram países onde este concurso foi transmitido.
Na França, chegaram a participar competidores famosos como a bela Eva Longoria.
Três exemplos de jogos do "Fort Boyard":
- Snake Pit: O concorrente desce por uma escada até a uma cavidade onde estão várias cobras. A palavra chave é dividida em duas, metade colocada numa cobra, a outra metade noutra. O problema é escolher as cobras certas. Geralmente colocavam a palavara-chave nas maiores...
- Subir a Parede: Escalada das paredes do forte, sem ajudas de maior, vencendo a gravidade, e sobretudo, o forte vento.
- Sala do Tesouro. Não é propriamente um jogo, mas o final do conjunto de jogos, com o acesso ao oureo que serve de prémio, e que até então estava guardado por vistosos tigres.
Tudo junto, isto resultava num grande espectáculo de televisão.
Fiquem com o genérico para terem uma ideia.
Ah... e não experimentem nada disto em casa.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
NÚMERO 100
Esta é a 100ª postagem da "Máquina do Tempo".
Isto tirando, algumas postagens antigas que vão ser apagadas, mas não tentem perceber a minha cabeça...
Para assinalar este número de respeito, resolvi elencar e definir os conteúdos que actualmente fazem parte do blog.
Há de tudo um pouco, com destaque para a música e o cinema dos anos 80.
Sempre que possível, os "Sucessos Esquecidos dos Anos 80" e a "Cinemateca Pop", serão aqui editados como rubricas que trarão de volta sons e imagens que marcaram a nossa juventude.
Pelo menos a minha, porque não sei que idade vocês têm.
Adiante...
As "Séries Inesquecíveis" como o "Barco do Amor", "o Justiceiro" e outras também passarão por aqui.
Assim como o futebol da década dos bigodes e calções compridos, em duas rubricas, "Os Cromos da Bola", com os craques daquelas selecções nacionais portuguesas que jogavam bonito, mas só conseguiam vitórias morais, e os jogadores que vestiram essa bela camisola verde e branca do mais especial dos clubes, eh! eh!
Falo do "Eternamente Sporting", (desta vez escrito a vermelho, blargh!) que começou com a recordação do grande Vitor Damas.
Mais Música:
"Clássicos da MPB" e lusitanos, no "Superpop Portugal".
E "oldies goldies" na nossa "Juke Box".
E mais televisão:
As "Novelas da Globo" que marcaram a nossa infância e adolescência, como "A Guerra dos Sexos", a "Água Viva", a "Gabriela"...
Do mundo da televisão, também estará de volta na "Máquina do Tempo", os "Velhos Anúncios" de publicidade.
E do grande baú das minhas recordações, as histórias do "Pequeno Johnny", moi-même, e o fascínio das revistas Disney, na "Geração Tio Patinhas".
Os brinquedos antigos ou objectos que caíram em desuso, podem ser encontrados nos "Tesourinhos Fascinantes".
Pelo meio temos as imagens do "Vintage Break", que ultimamente têm sido extraídas do álbum de fotos antigas da Luiza, publicadas no Picasa.
Não a conheço, mas envio daqui um grande abraço.
Ah, a 10 de cada mês, o nosso "Top 10".
As 10 melhores "Sexy Singers" dos Anos 80, estão agendadas para 10 de Setembro.
Este é o mundo nostálgico da "Máquina do Tempo", onde assassinamos saudades.
Cinemateca Pop - Big
Quem é que nunca, quando criança, não quis crescer mais depressa?
Em "Big", uma comédia de culto de 1988, de Penny Marshall, Tom Hanks é o puto Josh que, numa feira de diversões, dirije-se a uma estranha máquina de desejos cigana e pede "quero ser grande".
E a magia acontece.
No dia seguinte, ele vê-se transformado num adulto de trinta anos.
Tenta contar a verdade à mãe, mas ela expulsa-o de casa, porque não o reconhece.
Josh convence então o seu melhor amigo, Billy Kopecki, de que é mesmo o pequeno Josh, em corpo grande.
Com a ajuda de Billy, ele aluga um apartamento em Manhattan e consegue um emprego numa empresa de brinquedos, a MacMillan Toy Company.
Uma das cenas mais memoravéis do filme ocorre entre Tom Hanks e Robert Loggia.Os dois saltitam num teclado electrónico gigante, criando um ritmo contagiante e delicodoce, de resto, características do próprio filme.
Fiquem então com imagens dessa cena inesquecível, e irrepetível...
Aos 55 anos, Tom está mais velho, mais pesado, mas tornou-se, de facto, um "big" actor.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Juke Box - Lana - Roy Orbison
Ficou conhecido como "Big O", ou até como "o gajo de óculos escuros que canta como o Elvis Presley".
Roy Orbison, falecido em 1988, aos 52 anos, tinha uma voz melodiosa e ainda hoje sou surpreendido com algumas das suas canções mais antigas.
É o caso deste ritmado "Lana" de 1966, inspirado na bela actriz Lana Turner.
Uma espécie de tirolês americano que encontrei numa das últimas colectâneas do grande artista, oferta de aniversário do meu irmão.
"Lana" chegou a nº 4 das tabelas australianas, mas merecia ter tido melhor história.
Pelo menos na minha opinião, porque isto é daquela (boa) musiquinha que entra nos ouvidos e não mais quer sair.
Aqui fica "Lana", cantada ao vivo, em Austin.
Estávamos em 1982.
Roy Orbison, falecido em 1988, aos 52 anos, tinha uma voz melodiosa e ainda hoje sou surpreendido com algumas das suas canções mais antigas.
É o caso deste ritmado "Lana" de 1966, inspirado na bela actriz Lana Turner.
Uma espécie de tirolês americano que encontrei numa das últimas colectâneas do grande artista, oferta de aniversário do meu irmão.
"Lana" chegou a nº 4 das tabelas australianas, mas merecia ter tido melhor história.
Pelo menos na minha opinião, porque isto é daquela (boa) musiquinha que entra nos ouvidos e não mais quer sair.
Aqui fica "Lana", cantada ao vivo, em Austin.
Estávamos em 1982.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Geração Tio Patinhas - O Fascínio das Revistas Disney
As chamadas "Revistas do Tio Patinhas" foram parte importante dos meus verdes anos.E ainda têm o seu espaço nestes anos mais maduros.
Nos finais dos anos 70 e durante toda a década de 80, este vosso escriba foi grande consumidor de... revistas de Walt Disney.
Poderia desde já conseguir maior nível de notoriedade para este blogue se tivesse escrito "grande consumidor de cannabis", mas não.
Grande parte dos meus conhecimentos de infância e depois de adolescência - exceptuando aqueles relacionados com o sexo, tabuadas e fazer recados - foram bebidos com sofreguidão de revistas em quadradinhos, em especial, das revistas com patos, ratos, cães, papagaios e afins.
Sim, a escola foi foi importante, mas as aventuras do Mickey, do Pateta, do Tio Patinhas, Donald e sobrinhos foram-no mais.
Até para parte dos meus primos que aprendeu a ler comigo de tão divertida cartilha, sem esquecer o meu irmão e até acrescentaria o meu sobrinho, se ele já não fosse da geração dos computadores.
O vício por estas revistas era tão grande, que cheguei a roubar para as ter e isto é mesmo verdade, sr. director da Polícia Judiciária.
Aconteceu no início dos anos 80, na papelaria que chegou a ser, daquele que chegou a ser, Presidente da Junta de Freguesia do Pinhal Novo.
Ia sendo preso, mas não cheguei a ser.
De qualquer forma, isso é uma outra história que passará aqui pela "Máquina do Tempo".
Inevitavelmente, cresci.
As revistas Disney - e tudo o que elas representavam, a inocência, a fantasia, a imaginação - ficaram para trás.
Até que há meia dúzia de anos, na sequência de uma fase de vida mais cinzenta, reli uma outra revista daqueles tempos mais coloridos.
E um pouco da magia voltou.
Tornei-me coleccionador.
Já tenho mais de 200 revistas, armazenadas carinhosamente junto a outros tesourinhos nostálgicos.
A "Geração Tio Patinhas", há-de relembrar aqui, os momentos passados a ler revistas aos quadradinhos criadas por Walt Disney.
Bons velhos tempos.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Velhos Anúncios - Pasta Medicinal Couto
Dizia-se que andava na boca de toda a gente.Já andou na minha, até porque faço por manter uma boca com hálito fresco.
O mitológico dentífrico foi criado em 1918, no Porto, muito antes do famoso anúncio televisivo dos anos 70, que reproduzimos em baixo.
Em 1931, Alberto Ferreira do Couto tornou-se o único administrador sendo a designação alterada para Couto Lda. e a Pasta Medicinal Couto foi registada em 13 de Junho de 1932.
Após a morte do único proprietário, o negócio manteve-se na família, sendo gerido pelo seu sobrinho Alberto Gomes da Silva.
Em Novembro de 1996, transforma-se em Sociedade Anónima, alterando o nome para Couto S.A..
Em 2001 seria a vez da marca ter que se alterada, com a retirada da designação "medicinal", por aplicação das normas da Comunidade Europeia relativas a este tipo de produtos, passando desde então a chamar-se "Pasta dentífrica Couto".
A forte campanha publicitária nos transportes públicos, em revistas e jornais e, em especial na TV, fez com que esta marca ficasse no imaginário de muitos portugueses.
Um "artista português", obviamente oriundo dos territórios coloniais portugueses em África, fagia girar uma cadeira com os seus dentes fortes e sãos.
A mensagem é simples:
Se quiseres imitar uma foca, não tenhas o hálito de uma.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Grandes Momentos - Renault 4L - 50 Anos
Sinceramente não me recordo se cheguei a andar num Renaul 4L.Possivelmente sim, quem é que não?
O modelo assinala 5o anos de vida e ganhou aquele estatuto mitológico só ao alcance das mais fantásticas carripanas que não fazem marcha atrás na nossa memória.
O Wolkswagen "Carocha", os Citröens "Boca de Sapo" e "Dois Cavalos", o Renault 5, os Minis, o Fiat 127, entre muitos outros.
O primeiro Renault 4L foi produzido a 03 de Agosto de 1961.
Nasceu para substituir o "velhinho" Renault 4 cavalos e competir com o popular Citröen 2 cavalos.
Por isso, o Renault 4 ou 4L tinha de ser barato ou como o presidente da marca exigiu na época tinha de ser como as calças de ganga: «versátil, moderno e para todas as ocasiões».
Foi o primeiro Renault com tracção dianteira, tinha três velocidades, 600 centímetros cúbicos, 20 cavalos e muito jeito para terrenos complicados.
Tornou-se o terceiro carro mais vendido em todo o mundo, com mais de oito milhões de viaturas matriculadas atrás do Wolkswagen carocha e do Ford T.
O Renault 4L foi fabricado em quase 30 países, incluindo Portugal, e teve várias versões desde a furgoneta à 4 por 4, e motorizações para todos os gostos.
Para o final, recolhido desse hipermercado de imagens que é o You Tube, aqui fica uma brincadeira de um dos milhares de fãs deste modelo que assinala hoje as Bodas de Ouro.
Ora digam lá se o bólide não mete respeito?
Sucessos Esquecidos dos Anos 80 - Sounds Like a Melody - Alphaville
Ouvi na M80 e vi no YouTube.Ó maravilhosa aliança para deleite de nostálgicos como eu!
Lembra-se deste "Sounds Like a Melody", dos alemães Alphaville?
Dos bailarinos em patins, vestidos ao mesmo tempo de homem e mulher?
Belo regresso aos Anos 80.
O tema, que aqui volta a tocar, não será tão conhecido como os mega hits "Big in Japan" e "Forever Young", mas é de uma musicalidade estonteante, em especial quando, no final, o sintetizador ganha vida própria.
Os Alphaville, cujo vocalista era um dos cantores mais feios de sempre, nunca chegaram efectivamente a acabar e ainda o ano passado tocaram no Campo Pequeno.
Vamos assassinar saudades?
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Sucessos Esquecidos dos Anos 80
Eternamente Sporting - Vitor Damas
Foi um dos melhores guarda-redes de sempre do futebol português.Elegante entre os postes, chegava às bolas mais difíceis fazendo uso de uma elasticidade felina, voos desenhados numa tela de relva.
Coincidiu no tempo com "o seu grande rival encarnado" Manuel Bento, que muitas vezes lhe roubou injustamente o posto de nº 1 de Portugal.
Os dois desapareceram prematuramente dos relvados da vida.
Damas apenas conquistou dois campeonatos e três taças pelo Sporting, tal como muitos outros craques que, sempre tiveram a honra de vestir a camisola verde e branca, tiveram ao mesmo tempo o azar de apanhar pela frente alguma supremacia encarnada da década de 70 e 80 e depois a avalanche de títulos portistas.
Nos anos 70 jogou no estrangeiro pelo Racing Santander.
Voltou a Portugal para jogar pelo Vitória de Guimarães entre 1980/81 e 1982/83, e o Portimonense, em 1983/84.
Regressou ao Sporting entre 1984/85 e 1988/89, onde terminou a sua carreira.
Damas jogou 29 vezes pela equipa nacional, tendo-se estreado a 6 de Abril de 1969 e fazendo o último jogo pela selecção em 11 de Julho de 1986.
No Campeonato do Mundo de 1986, de má memória, substituíu Manuel Bento, quanto este fracturou uma perna.
Faleceu em 2003, com apenas 55 anos, vítima de cancro.
Como não sou do tempo do Carvalho, ou do Azevedo, e com a permissão de Meszaros e Schmeichel, posso dizer que o Vitor Damas foi o melhor gurada-redes que vi defender a baliza do Sporting.
Eternamente, Vitor Damas.
Eternamente, Sporting.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Super Pop Portugal - Chiclete - Táxi
Quem é que nunca cantou o famoso "Chiclete"?O tema, de 1981, completa agora 30 anos de existência, ou seja, é já um clássico do rock made in Portugal.
Os Táxi, nascidos e criados em 1979, actuaram pela primeira vez em Lisboa em Maio de 1981, tinha eu 10 aninhos.
Fizeram a primeira parte de um concerto dos Clash, no que deverá ter sido uma noite perfeita.
O álbum "Táxi" tornou-se no primeiro disco de ouro do rock português, vendendo mais de 35 mil unidades.
"Cairo" e o belíssimo "No Fio da Navalha", são outros grandes temas do grupo, que reapareceu em 2009, com o álbum "Amanhã", mas no caso deles, como de tantos outros, fará mais sentido o advérbio "Ontem".
E agora, vamos mastigar "Chiclete".
O Pequeno Johnny - O Malandrim
Poderia ter sido um bom actor, eu.Não como um Isaac Alfaiate porque não tenho os joelhos tão bonitos, mas ao nível de um José Wallenstein, mais pela fuça do que pelas façanhas artísticas.
Todos já mentimos uma vez e todos fizemos asneiras em criança.
Mais do que uma vez.
A história que se segue aconteceu algures entre 1975 e 1980, na casa da minha saudosa avó Catarina.
Mais propriamente na cozinha.
Vovózita tinha ido às compras à mercearia do sr. Alberto, ainda hoje com a mercearia de pé, resistindo a supers, hipers e mega-mercados.
Trouxe pelo menos um saco cheio de coisas boas, daquelas a que um puto guloso não resiste, espreita e acaba por partir um ovo de uma caixa de meia dúzia.
Receoso de sentir o calor de umas palmadas bem dadas no rabo, tive uma ideia genial.
Fazendo fé em alguma taralhoquice da minha avó, engendrei uma realidade alternativa em que ela se tinha esquecido de comprar ovos.
Mas para isso era necessário desaparecer com os cinco ovos inteiros e um partido.
Então - notem no engenho da criança mais estúpida do que uma porta - agarrei na caixa de ovos e atirei-a pela janela.
Um voo do 1º andar para o quintal da dona Olívia, a senhoria.
A existência de uma bela gemada entre as plantas de quintal não passou despercebida e lá veio o inevitável castigo para o malandrim.
Cerca de 10 anos mais tarde, vinha carregado com compras da cooperativa de consumo que entretanto faliu, quando vi a minha prima Zezinha uns metros à frente e, o que é que resolve inventar a esquizofrenia desta mente?
Um faz de conta que estou a esconder algo muito feio atrás de uma roseira bonita.
Assim que, ao longe, a minha prima pareceu intrigada, fiz uma expressão de pânico, desviei-me do seu caminho, e acelerei o passo.
Não sei porque o fiz mas, como seria óbvio, a história chegou rapidamente aos meus pais e eu sem conseguir explicar o que se tinha passado, ou melhor, que não se tinha passado nada.
Ainda hoje não sei porque é que, quando não fazia asneiras, simulava que fazia asneiras.
Perdeu-se um actor, ganhou-se um pateta.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
One Night in Bangcock - Murray Head
Quarto sucesso esquecido da nossa juke box, este "One Night In Bangcock", dos Murray Head, remete de imediato para o misticismo do Extremo Oriente, em particular para as quentes noites tailandesas e os seus prazeres proibidos.Dizem, eu nunca estive lá, não me comprometam.
Acho que foi o primo "Carocha" que levou a música lá a casa, numa cassete qualquer.
O tema é de 1984, foi escrito pelos dois gajos dos Abba, mas foram os Murray Head a fazer sucesso com este autêntico 'one hit wonder'.
A música fez parte do musical "Chess", o que explica que, no videoclip, bispos e cavalos rivalizem com belas asiáticas.
Até para a semana, com mais sucessos esquecidos dos anos 80.
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Novelas da Globo - Pai Herói
Foi uma das novelas a que assisti na velha televisão da sala da casa da minha avó Catarina.Era novo e tinha sonhos.
Hoje sou velho e tenho pesadelos.
Transmitida em Portugal no início dos anos 80, esta novela de Janet Clair tinha nos principais papéis Tony Ramos, Paulo Autran - primeira novela do actor já consagrado nos palcos brasileiros - Lima Duarte, Elizabeth Savalla e Glória Menezes, entre outros.
Para além da busca de André (Tony Ramos) pelo pai, um dos principais elementos da trama é a dança, destacada pelas personagens de Carina e Ana Preta, através do balllet clássico e do samba.
De resto, no início dos Anos 80 as massas deleitavam-se com tudo o que tinha a ver com a dança, efeito colateral dos anos disco, das performances de John Travolta e muitas outras manifestações de leveza e rodopianço que encontrariam o zénite anos depois com a novela "Baila Comigo", a série "Fama" ou o filme "Footloose" com Kevin Bacon.
Ao contrário do que pensava, a música "Cálice", de Chico Buarque, com a estrofe "Pai, afasta de mim esse cálice", não fez parte desta novela.
Mas é tema de "Amor e Revolução", do SBT, exibida este ano.
Fiquem com a abertura de "Pai Herói" e até um dia destes.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Japanese Boy - Aneka
Na nossa discoteca de sucessos esquecidos dos Anos 80, também existem acordes nipónicos. Hoje recordamos a escocesa Aneka e o seu "Japanese Boy", um tema de 1981.
Pouco depois seria a loucura com os walkmans da Sony, o "Império dos Sentidos", as aventuras de Conan e, mais tarde, os karaokes, os sudokus e o belíssimo "Lost in Translation" com a Scarlett Johansson em Tóquio.
Embora o mundo seja cada vez mais "made in China", a minha "honolável" vénia ao Japão.
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Divas de Hollywood - Brigitte Bardot
Brigitte Anne-Marie Bardot foi uma das mais belas actrizes de cinema.Foi o grande símbolo sexual dos anos 50 e 60, fazendo jus a um dos seus mais emblemáticos filmes, "E Deus Criou a Mulher".
Faz 77 anos a 28 de Setembro e isso nota-se.
Mas regressemos à epoca de glamour.
Bardot, princesinha de Paris, começou pelo mundo da moda, tendo-se estreado aos 17 anos no filme "Le Trou Normand".
Casou-se com Roger Vadim e logo ao segundo filme - "Manina, La Fille Sans Voile", já fazia salivar os cinéfilos com várias cenas em biquini.
Em 1956, "E Deus Crou a Mulher", sobre uma adolescente amoral numa pequena e respeitável cidade do litoral, fez em igual medida, escândalo e sucesso, com as suas cenas de nudez escarrapachadas nas telas de cinema de todo o mundo, a transformarem de vez BB numa das maiores sex-symbol da época.
Nos anos 60, descasou-se, voltou a casar e manteve-se na linha de sucesso da década anterior.
Pouco antes de fazer, 40 anos, e com mais de 50 filmes no currículo, para além dezenas canções gravadas, Brigitte Bardot anunciava o final de carreira para se dedicar ao activismo em nome da defesa dos animais.
Em 1977, denunciou, in loco, o massacre de focas-bebé no norte do Canadá.
Em baixo, algumas cenas de "E Deus Criou a Mulher" para que, como eu, chegue à conclusão que BB foi uma das actrizes mais belas de sempre.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Take Me Up - Scotch
É um dos temas mais bonitinhos dos Anos 80, mas por alguma razão não passa muito nas rádios, mesmo aquelas dedicadas aos êxitos do passado.Excelente exemplo do italo-disco, este "Take Me Up" dos Scotch (que também têm aquela música da "tosse", o "Disco Band") é da excelente classe de 1985.
85 e 86 foram, para mim, os dois maiores anos da música pop mais orelhuda, muito dançável, cheia de refrões bem-dispostos.
E estes "Scotch" - grupo italiano há muito extinto - merecem um lugarzinho nas memórias de então.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Tesourinhos Fascinantes - Cubo Mágico
Muito antes das tabelas de Sudoku e dos impressos do IRS, houve um quebra-cabeças que se tornou rei e senhor dos nossos tempos livres, o Cubo Mágico.
A geringonça foi inventada em 1974 p'lo húngaro Erño Rubik que, reza a lenda, baseou-se no nosso 25 de Abril...
"Olha! Uma revolução dos cravos em Portugal! Cravos... cravos... cubo mágico! É isso"!
Só que o dito cubo, digo o dito cujo, só rebentou em força nos anos 80 em Portugal.
Primeiro, rebentou ; depois muitos rebentaram com ele, porque a traquitana exasperava quem se atrevia ao reque-reque agregador de faces cromáticas.
Eu próprio andei às turras com um cubo mágico e, se é verdade que ele nunca se deixou montar totalmente (esta frase ficou um bocadinho estranha...), eu também não me deixei ficar.
Como muitos outros trintões e quarentinhas, chegou uma altura em que eu agarrei na coisa ( esta também não soou bem...) e desmembrei-a, pensando que seria depois mais fácil colocar as seis faces coloridas bem ordenadas.
Nããã.... e era uma vez um cubo mágico.
Outra brilhante ideia que a malta tinha era a de descolar os autocolantes coloridos e colar os amarelinhos todos na mesma face, os vermelhos, os azuis e por aí adiante.
Mas nem todos desistiam tão facilmente e por toda a parte chegavam ecos de feitos cada vez mais heróicos:
* Pessoas que conheciam pessoas que tinham feito o cubo.
* Gente que tinha resolvido o cubo sem recurso a drogas.
* Gajos de óculos de fundo de garrafa que resolviam o cubo em poucos segundos.
* Cromos que eram convidados para resolver o quebra-cabeças no "Passeio dos Alegres"do Júlio Isidro.
* Competições europeias e campeonatos do mundo.
Lembro-me que, depois de ficar estupefacto com estas notícias, levantava o fofo do sofá e voltava para junto do meu velho cubo por resolver, sentindo-me imensamente obtuso, capaz de escrever uma carta para o Ministério da Educação para pedir uma reinscrição na Escola Primária.
A moda passou e não há, no remanso do lar, vestígios de tão peculiar objecto.
Os melhores cubos lá de casa, voltaram a ser os da Knorr...
Clássicos MPB - O Pato
O Cristo e o Nelson não se cansavam de entoar este quase hino da Estufa Fria, nas intermináveis noites dos anos 90.
A Estufa Fria não era o palco, antes las calles do Pinhal Novo.
A referência foi adicionada recorrendo à parte da minha memória onde está incrito o item "Lugar Onde Existem Muitos Patos".
Cheguei a achar a cantoria irritante, felizmente intercalada com outras brilhantes composições do génio João Gilberto como "O Barquinho", mas era só porque não conhecia a letra de cor, de modo a que pudesse acompanhar os doidivanas.
Hoje, tenho o tema gravado em cassete e em CD, inaudível a primeira, recorrente o segundo, e espero ouvir este clássico até ao fim dos meus dias, porque o mesmo traz-me calma, memória de dias de primavera, mãos dadas, pedacinhos de pão jogados para lençóis de água e claro, muitos patos empatando os problemas e ganhando tempo de retomar fôlego para novas batalhas.
João Gilberto ainda respira, consta que é perfeccionista, não perdoa telemóveis nos seus raros concertos, cochichos na plateia ou barulhentos aparelhos de ar condicionado.
Já chegou a abandonar concertos a meio por achar que o barulho estava a estragar a sua apresentação.
Em baixo, fica um vídeo diferente de "O Pato", que encontrei no You Tube e que assinala também o dia de hoje, Dia Mundial da Criança.
Boa ideia, não?
Também eu sou um génio excêntrico
A Estufa Fria não era o palco, antes las calles do Pinhal Novo.
A referência foi adicionada recorrendo à parte da minha memória onde está incrito o item "Lugar Onde Existem Muitos Patos".
Cheguei a achar a cantoria irritante, felizmente intercalada com outras brilhantes composições do génio João Gilberto como "O Barquinho", mas era só porque não conhecia a letra de cor, de modo a que pudesse acompanhar os doidivanas.
Hoje, tenho o tema gravado em cassete e em CD, inaudível a primeira, recorrente o segundo, e espero ouvir este clássico até ao fim dos meus dias, porque o mesmo traz-me calma, memória de dias de primavera, mãos dadas, pedacinhos de pão jogados para lençóis de água e claro, muitos patos empatando os problemas e ganhando tempo de retomar fôlego para novas batalhas.
João Gilberto ainda respira, consta que é perfeccionista, não perdoa telemóveis nos seus raros concertos, cochichos na plateia ou barulhentos aparelhos de ar condicionado.
Já chegou a abandonar concertos a meio por achar que o barulho estava a estragar a sua apresentação.
Em baixo, fica um vídeo diferente de "O Pato", que encontrei no You Tube e que assinala também o dia de hoje, Dia Mundial da Criança.
Boa ideia, não?
Também eu sou um génio excêntrico
terça-feira, 31 de maio de 2011
Here I Am - Dominoe
Foi na M80 que voltei a ouvir esta música que tresanda a Anos 80.Este tema dos alemães Dominoe, era - e continua a ser - assertivo, bem-disposto, uma injecção de ânimo, coca-colas a jorrar e arcos-íris no céu.
Foi um dos hits de 1988, tendo sido utilizado em vários anúncios publicitários.
Para ouvir com o volume no máximo, se tiver bom gosto.
E eu, se tiver tempo, conto trazer mais de 30 Sucessos Esquecidos dos Anos 80, a esta "Máquina do Tempo", às terças e quintas-feiras.
E agora dance.
Dance e recorde os Anos 80.
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Sucessos Esquecidos dos Anos 80
Lendas do Futebol - Vitor Baía
Vitor Baía, nascido a 15 de Outubro de 1969, foi um dos melhores guarda-redes portugueses de todos os tempos.Seguramente o melhor, na era pós-Damas e Bento, com a devida vénia para Eduardo e sobretudo Ricardo, antes que este faça birra por ciúmes.
Jogou quase toda a sua carreira no F.C. Porto, excepção feita a uma quase inglória passagem pelo Barcelona.
Na altura em que foi contratado, jamais alguém tinha pago tanto por um guarda-redes. Pena não ter ficado muitos anos naquele que é o meu clube favorito, além-fronteiras.
Debutou na baliza do clube de Pinto da Costa, num jogo com o Vitória de Guimarães.
Em Setembro de 1989.
Era o sucessor de Mlynarczyk.
Chegou à baliza da selecção portuguesa com 21 anos.
Estreou-se no dia 19 de Dezembro de 1990, num jogo frente aos Estados Unidos, iniciando aí uma década em que a camisola 1 de Portugal lhe pertenceu quase em exclusivo.
Foi durante muitos anos o futebolista com mais títulos conquistados.
Para além de idolatrado p'los desportistas, era venerado pelo público feminino, devido ao seu ar de "boneco".
Por falar nisso, fica para o final uma defesa, não para o boneco, mas para alívio da selecção portuguesa, num jogo contra a Áustria, em 1995.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Séries Inesquecíveis - Dinastia
Para além das novelas brasileiras, nos anos 80 víamos novelas americanas.As chamadas soap opera levavam o american way of life a todo o mundo, e a Portugal chegou a troika.
Calma, não é esta, do nosso descontentamento financeiro.
Referia-me às séries "Dallas", "Dinastia" e "Falcon Crest".
Ou, como poderia corrigir Paulo Portas, um triunvirato para entreter serões dedicados ao sofá.
Hoje recordamos a "Dinastia".
Era considerda a série rival de "Dallas".
As duas falavam sobre as intrigas e os romances de famílias dedicadas ao petróleo.
E se na série com nome de cidade, "J.R." era o centro das atenções, aqui tinhamos a matriarca "Alexis Carrington", a ainda bela Joan Collins, nos seus cinquenta e tal anos à época.
A ainda mais bela e igualmente madura Linda Evans, John Forsythe e a estonteante Catherine Oxenberg foram outros actores que participaram na série, entre 1981 e 1989.
Rock Hudson, galã de Hollywood, acabou por morrer nas filmagens da sua curta participação na série. O actor estava na fase terminal da sua luta contra a SIDA.
A série, que esteve para se chamar "Oil" ("Petróleo"), tinha muito do luxo que marcou a década de 80, jóias, carros, roupas e penteados exóticos.
Durou 9 temporadas, e foi ainda feito um filme em 1991, para acertar as pontas a uma história mal contada, no seu final.
A história de "Dinastia" não era por aí além, mas então porque a série aparece logo nestas primeiras postagens da "Máquina"?
As razões estão apenas relacionadas com o seu fantástico tema de abertura, que nunca mais saíu da minha cabeça.
Ora, ouça lá outra vez.
terça-feira, 17 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Presentes do Passado Para Memória Futura
Este blog nasceu a 02 de Junho de 2009, há quase dois anos, mas renasce hoje.As quase 200 postagens vão ser apagadas gradualmente, uma borracha sobre o passado, como se o primeiro fôlego não tivesse existido.
Começa-se tudo de novo.
A partir de hoje, 10 de Maio, viajaremos - sempre que possível, diariamente - até aos anos 70, 80 e outros anos dourados.
É, por conseguinte, um blog novo, mas o mesmo de sempre.
Mantive inclusive o lay out, porque gosto dele.
A "Máquina do Tempo", que nos últimos meses foi até rubrica de rádio, vai ter mais secções, mais fotos, melhores histórias e conteúdos com trabalho de pesquisa aprofundado e sempre com muito humor.
Neste blog vai poder recordar as melhores séries de tv, os cromos da bola, vai ouvir os clássicos da MPB, relembrar os tesourinhos fascinantes, os livros do Tio Patinhas, as novelas da Globo, os hits dos anos 80 e os sucessos esquecidos, os futebolistas que deixaram saudades no meu Sporting, a música pop de Portugal nos anos 80, os anúncios inesquecíveis, as biografias das grandes estrelas dos anos dourados de Hollywood, as cenas dos filmes que marcaram os anos 70 e 80 e, entre muitas outras matérias, as estórias da minha vida, desde que era pequenino como uma pevide.
Com recurso aos velhos álbuns de fotos da família.
E no dia 10 de de cada mês, a partir de 10 de Setembro, a cereja no topo do bolo, os tops da "Máquina do Tempo".
Vamos recuperar as memórias esbatidas pela marcha inexorável dos ponteiros do relógio, estórias que se perdem no tempo, vivências que urge recuperar mesmo que, paradoxalmente, num suporte dos tempos que correm, um blog na internet, algo que nem a ficção científica antevia em 1971, ano do meu glorioso nascimento, há já 40 anos.
Este é o regresso aos anos dourados.
Esta é a "Máquina do Tempo".
terça-feira, 13 de abril de 2010
Flashes Revival - O Pelé do Bairro

Em dia de Benfica x Sporting, infelizmente apenas uma questão de honra para os leões, nada melhor do que recordar os tempos do futebol na rua, as fintas e os golos em balizas pequenas, enfim, momentos bem passados sem qualquer tipo de outro problema.
Os estádios improvisados não tinham a carga mítica de um Maracanã, de um Estádio da Luz ou José de Alvalade, Wembley, Old Trafford, Santiago Bernabéu ou Camp Nou.
Na verdade nem nome tinham, ou balizas, ou bancadas, mas havia sempre alguém a assistir.
Jogava-se frente ao café do Ameixa, no largo junto à casa da minha avó Catarina, ao lado do prédio da Caixa, onde tinha sido desenhada a vermelho tijolo, uma baliza na fachada, para desespero de quem lá dentro trabalhava ao som de remates mais ou menos tresloucados.
Jogava-se ainda no largo da casa do Tiago e, sobretudo, jogava-se na Praça da Independência onde hoje é o Mercado Municipal e a Biblioteca, e também junto aos eucaliptos, o meu espaço favorito, onde se fugia ao calor do verão e se enchia os pulmões de ar puro.
Ali, fiz fintas de enfiada, a seis ou sete putos de seguida, marquei golos chutando de ângulos improváveis, ensaiei pontapés de bicicleta e cheguei a marcar por mais uma vez de calcanhar, imitando a arte de Madjer, o dragão argelino, acabadinho de, em 1987, ser consagrado como campeão europeu de futebol.
Hoje não me custa admiti-lo:
Fui sempre um dos três piores putos da minha turma a jogar à bola, até aos 13, 14 anos.
Mas como continuei sempre a jogar e nunca desisti, aprimorei a arte do pontapé no esférico e, pelo menos ali no bairro, eu cheguei, de facto, a ser o melhor.
O meu futebol tornou-se cada vez mais requintado, comentado, elogiado, o que inevitavelmente levou a que fosse prestar provas no clube da terra, o Pinhalnovense.
Mas era tarde demais.
Já tinha 17 anos, estava no segundo ano do escalão junior e só entraria naquela equipa azul e branca, que jogava junta desde os 11 anos, se fosse um fora de série.
E isso eu não era.
Era sim alguém com bom corpo para os juvenis - disseram-me - se pelo menos tivesse um ano a menos, mas para os juniores até poderia ser chamado de "algo franzino".
Ah, sim.
Era também alguém que cada vez tinha mais miopia, e que nos treinos à noite parecia um morcego sem radar.
Hoje, sem jogar futebol há uma série de anos, sentar-me-ei no sofá para ver o derby.
Recorrerei a um par de lentes de contacto e à nostalgia de outros tempos, os meus e os dos eternos 7-1, como mote para uma noite, espero-o bem, com final feliz.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Flashes Revival - As Areias Gordas

Sim, houve um tempo em que o Pinhal Novo teve praia.
E não é preciso recuar até ao tempo dos dinossauros.
No início dos anos 80, nos terrenos dos Andrades, um pouquinho de nada a norte de onde seria construída a creche, havia um imenso círculo de dunas de areia fina e dourada, com um lago de águas cristalinas no interior.
Parecia cenário das Caraíbas, mas esse mítico lugar desaparecido para todo o sempre, chamava-se simplesmente... Areias Gordas.
Os quase quarentões lembrar-se-ão deste local construído a meias pelo homem e pela natureza (areia para a construção civil e água das chuvas) porque muitos trocavam as aulas pela "praia pinhalnovense".
Foi para as Areias Gordas que, numa tarde sem aulas (não era de faltar) levei revistas Disney e do "Mundo de Aventuras", uma toalha e até um lanchinho, mas ali outros aproveitavam para mergulhar, nadar, ou até trabalhar para o bronze.
Foi nas Areias Gordas que o Nelson capturou um girino e o levou para casa, alimentou-o, leu-lhe histórias ao adormecer, foi pai e mãe, até o insignificante batráquio crescer, se tornar uma rã, casar e ter filhos lindos e viscosos.
Foi nas Areias Gordas que construímos - éramos três ou quatro - uma jangada de desperdícios, e usámos braços e ramos compridos para navegar como piratas até ao pôr do sol, a noite caía para lá das dunas mais altas.
Foi nas Areias Gordas que fui feliz.
quarta-feira, 17 de março de 2010
O Mapa dos Tesouros Perdidos

O que se conta a seguir poderia estar na rubrica "Geração Tio Patinhas", mas as pilhas de livros Disney debaixo das camas dos meus tios, tantos anos depois, representam, sem dúvida, mais um belo "Flash Revival".
É verdade que o meu espólio de revistas de Walt Disney crescia de dia para dia, mas fazia-se a conta gotas, apelando à bondade e à carteira dos meus pais; as revistas do Tio Patinhas sempre foram caras e a crise não é só desgraça dos nossos dias.
Nesse sentido, só de quando em vez "pingava" um novo exemplar defronte dos meus olhos.
Bem diferente era o autêntico colírio para os olhos que consistia em dar de caras com uma colecção consolidada, escondida, proibida.
A mais fantástica era sem dúvida a do meu tio Beto.
Ficava de baixo da cama dele, pouco mais do que um colchão, a meio de um mundo personalizado ao seu gosto pessoal, posters e luzes encantatórias, pujante adolescência.
Debaixo da cama, um muesli de revistas eróticas e Disney, visão sublime, tentação avassaladora de levar para casa 20 daquelas revistas debaixo do casaco, sem qualquer sentimento de culpa.
No quarto do meu tio Afonso, algo não muito diferente.
Também debaixo da cama, "Playboys" conviviam com "Disneys Especiais", ou seja, lado a lado, o supra-sumo das revistas eróticas e de Walt Disney.
O primo "Carocha" também construíu a sua colecção-tentação, que ficou, em tempos, numa prateleira da sua mesa de cabeceira.
O Nelson chegou a ter o seu monte de revistas na marquise.
O Samuel guardava o seu tesouro Disney, algures numa sala de uma casa cheia de divisões.
Apeteceu-me roubar todos eles, independentemente do facto de serem familiares, amigos ou gente que conhecia de vista.
Ainda hoje, se me fosse permitido voltar ao passado, roubaria qualquer um deles, sem qualquer tipo de remorso, mas as colecções dos meus tios, os tesouros escondidos debaixo da cama, é que eram para mim, o nirvana de quem sonhva com Mickeys e Donalds.
E já agora, gajas com mamas que pareciam balões da Feira de Maio.
Hoje, infância há muito perdida, adolescência esfumada, idade adulta quase a meio, tenho a minha prória colecção de "Playboys" e "Tio Patinhas", que se fosse econtrada pelo João Paulo dos anos 80, seria babada e invejada de alto a baixo.
Acontece que o meu sobrinho, filho do Século XXI, dos plasmas e computadores, não lhe liga nenhuma.
Pelo menos não serei roubado pelo petiz.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Flashes Revival - A Casinha de Tijolo

Lembro-me que naquele tempo havia entre a minha casa e a casa da minha avó materna, um lugar encantado.
Não tinha lagos nem vegetação luxuriante, era só feito de tijolo, mas era um lugar encantado.
Ao lado do prédio onde funcionou um dos primeiros postos de saúde da vila, a que chamávamos "a caixa", ficava um autêntico mar de tijolo, pilhas e pilhas numa extensão considerável, prenúncio do que viria a ser a galopante construção de prédios, e prédios, e mais prédios.
Gingando por entre as pilhas de tijolo, chegava-se a um improvisado enconderijo, deleite e nostalgia de quem o frequentou pelo menos uma vez, já ciente então que aquela seria mais tarde uma delirante memória dos anos dourados, a ponto de ser algo colocada em causa, entre o mito e a realidade.
Mas aconteceu.
Era como que uma casa na árvore, mas feita de tijolo.
Entrava-se de gatas por um corredor, até uma espécie de sala, com tapetes no chão, sítio para petiscar bolachas e banquinhos de tijolo para ler um livro de banda desenhada, se a quase total obscuridade o permitisse.
Não sei quem construíu o sonho, não me lembro o que mais tinha lá dentro, não consigo precisar quando lá estive, com quem estive e quando tudo aquilo terminou, substituído pela inexorável marcha do progresso.
Talvez o Nelson se recorde de mais.
Talvez possa aqui voltar para melhor definir este flash revival, um dos mais desfocados episódios de infância, mas também um dos mais inesquecíveis.
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