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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Velhos Anúncios - Cerelac

Era uma papa para bebés que os adultos gostavam de experimentar.
Porque, valha a verdade, era docinha e fofinha.

Todos nós passámos por uma fase Cerelac antes de chegar à fase leitão assado, sem querer melindrar os vegetarianos.  

A Cerelac está há 76 anos em Portugal.

Foi no início dos anos 30 que a Sociedade de Produtos Lácteos conseguiu o exclusivo da produção e comercialização da Farinha Láctea Nestlé, em Portugal.
Em 1954 muda o nome para "Cereal" e daí chegou a "Cerelac".

Em 1986, para responder à procura de produtos mais práticos, a embalagem passa a ser de cartão, abandonando a tradicional mas pesada lata.
O sabor manteve-se sempre o mesmo.

Aqui fica o inesquecível anúncio do "Pa-pa-papa! Pa-pa-papa! Ce-re-lac! Ce-re-lac!"    


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Velhos Anúncios - Boca Doce

O doce ficava na boca e o jingle no ouvido: 
"O Boca Doce é bom, é bom, é! Diz o avô e diz o Bebé, éhé ehé!"

O pudim Boca Doce está na mesa dos portugueses desde 1955 e hoje existem sete sabores para adoçar a boca e aumentar o colesterol:
Caramelo, Morango, Chocolate, Baunilha, Mousse de Chocolate, Ananás e Flan.

O meu preferido é o de Caramelo.
Acha que resulta muito bem, sim senhor.

Aqui fica o pequeno, mas inesquecível anúncio, com o avô, a netinha e claro, o pudim.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Velhos Anúncios - Omo

Há uma boa mão cheia de anúncios antigos da OMO, capazes de fazer as delícias dos mais nostálgicos ou, pelo menos, suscitar um sorriso com os textos publicitários de então.

Escolhemos para hoje, este dos Anos 70, em que, com uma embalagem de Omo, recebia-se uma meia grátis.

Para ter um par de meias grátis, assim feitas as contas, seriam precisas duas embalagens de Omo, o tal que lava mais branco.

O vídeo que publicamos em baixo é fraquinho de som, mas muito razoável no que concerne às pernas das protagonistas.

Talvez não saiba, mas a Omo foi criada há mais de 100 anos (1908), em Inglaterra pela Lever Brothers e não, o nome não apareceu por a marca ser preferida dos homossexuais.

Omo, eram as iniciais para Old Mother Owl (velha mãe coruja) que simbolizava o zelo materno e a sabedoria.

E eram as mães-coruja quem, nesta altura, mais usavam o tanque para lavar a roupa, enquanto ao marido-mocho e aos pardalitos lá de casa, cabia a bem mais fácil tarefa de cagar as roupinhas no trabalho ou nas brincadeiras de rua.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Velhos Anúncios - Schweppes

Este anúncio de azulejos coloridos da Schweppes foi sempre um dos mais bonitos cartões de visita do Algarve.
Este, ou a outra versão com chaminé algarvia, culminava a chegada ao Algarve depois de um punhado de horas de viagem de carro.

A dois meses de mais um Verão, relembramos aqui um velho anúncio da Schweppes, uma das mais antigas marcas de refrigerantes.

A publicidade à Schweppes Laranja entoava animadamente "é tudo laranja!" mas as imagens lá em casa continuavam a preto e branco.
E cinzento, vá lá.

A história da marca de refrigerantes Schweppes começa em 1783 na Inglaterra.

Johann Jacob Schweppe, um joalheiro alemão e cientista amador desenvolveu um método para produzir água tónica em escala comercial.
O sucesso foi quase imediato e durou para aí uns 200 anos.

A marca já viveu os seus tempos dourados e agora pertence ao grupo Coca-Cola.

Ainda assim, acções promocionais como a do geiser artificial que animou Paço de Arcos há um par de anos, não deixam a marca eclipsar-se.

Schweppes.
Sempre mais fácil de beber do que de escrever.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Velhos Anúncios - Gelados Olá

Custavam 1 escudo mas já ajudavam a refrescar os dias mais quentes.

Os Gelados Olá fazem parte dos momentos mais gulosos da vida de todos nós.

Criados em 1905, por Richard Wall com o nome Wall's, a marca adquiriu outros nomes noutros países, quando se internacionalizou:
"Olá", em Portugal, "Kibon" no Brasil e "Frigo" em Espanha, por exemplo.

Entre os que recordam com mais saudades, estão os Epas, com a sua pastilha elástica no fundo, os Pernas de Pau, os Super Maxi e já nos anos 80, os míticos Fizzs e Calippos.

Sem dúvida, um tema a merecer uma abordagem mais aprofundada dentro de uns tempos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Velhos Anúncios - Planta

A margarina Planta, sempre foi um "sabor que o pão adora", mas já foi "a garantia de servir sempre o melhor".

Tal como muitos outros miúdos - e graúdos - eu já amarfanhei muitos pãezinhos com Planta.

E até cometi alguns atentados infanticidas ao colesterol, com um famoso petisco dos anos 70, não sei se de exclusividade caramela, se costume português de uma época em que também se comia mioleira, pão com banha e gemadas com cerveja preta para um aporte de energia que a Red Bull desconhece até hoje...

Falo do pão com manteiga e açúcar...
Brarrgh!!!

No anúncio em baixo, finais dos anos 60, vê-se que a Planta era algo que só as senhoras poderiam definir com a autoridade de quem não vai trabalhar, e passa o tempo em lanches com as amigas.

"Pessoas de bom gosto", como explica o comercial que não se esquece de fazer menção à embalagem 100 por cento estanque...

A Planta existe desde 1958.
O meu colesterol é mais recente.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Velhos Anúncios - Pasta Medicinal Couto

Dizia-se que andava na boca de toda a gente.
Já andou na minha, até porque faço por manter uma boca com hálito fresco.

O mitológico dentífrico foi criado em 1918, no Porto, muito antes do famoso anúncio televisivo dos anos 70, que reproduzimos em baixo.

Em 1931, Alberto Ferreira do Couto tornou-se o único administrador sendo a designação alterada para Couto Lda. e a Pasta Medicinal Couto foi registada em 13 de Junho de 1932.

Após a morte do único proprietário, o negócio manteve-se na família, sendo gerido pelo seu sobrinho Alberto Gomes da Silva.

Em Novembro de 1996, transforma-se em Sociedade Anónima, alterando o nome para Couto S.A..

Em 2001 seria a vez da marca ter que se alterada, com a retirada da designação "medicinal", por aplicação das normas da Comunidade Europeia relativas a este tipo de produtos, passando desde então a chamar-se "Pasta dentífrica Couto".

A forte campanha publicitária nos transportes públicos, em revistas e jornais e, em especial na TV, fez com que esta marca ficasse no imaginário de muitos portugueses.

Um "artista português", obviamente oriundo dos territórios coloniais portugueses em África, fagia girar uma cadeira com os seus dentes fortes e sãos.

A mensagem é simples:
Se quiseres imitar uma foca, não tenhas o hálito de uma.