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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Lendas do Futebol - Gomes

Foi um dos melhores avançados do futebol português na década de 80.

Elegante e letal, Fernando Mendes Soares Gomes, nascido no Porto, a 22 de Novembro de 1956, notabilizou-se ao serviço do F.C. Porto, mas passou ainda por dois Sportings:
O Gijon, em Espanha, e o Sporting Clube de Portugal.

Nos "dragões", onde o reinado de Pinto da Costa estava apenas a começar, ganhou praticamente tudo:
Foi campeão nacional por cinco vezes, conquistou uma Taça dos Campeões Europeus, uma Supertaça Europeia, uma Taça Intercontinental e três Taças de Portugal.

Na Selecção Nacional marcou 13 golos, sobretudo porque não havia tantos jogos calendarizados como acontece hoje.
Para além de que Portugal falhou, nos anos 80, muitas competições internacionais.

No campeonato nacional foi um autêntico papão, já que marcou 318 golos, 30 no Sporting, e muito gozo deu-me ver este senhor com a camisola leonina.

Ganhou seis vezes o troféu de melhor marcador nacional e foi o primeiro português, pós-Eusébio, a conquistar duas Botas de Ouro, consagrando o melhor marcador europeu...

No video em baixo, Gomes marca um dos golos da vitória frente ao Dínamo de Kiev, nas meia-finais da Taça dos Campeões Europeus que o F.C. Porto viria a ganhar em 1887.

Acredita-se que marcar este golo, mesmo na fria Kiev, tenha sido como ter um orgasmo, uma das mais célebres analogias futebolísticas, criada, precisamente, por Fernando Gomes.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lendas do Futebol - Mladenov

Foi um dos melhores estrangeiros a actuar em Portugal na década de 80, na altura em que os búlgaros eram mesmo bons.

Mladenov brilhou mais com as cores de um dos meus clubes favoritos em Portugal, o Belenenses.

Em 1989, os azuis, comandados por Mladenov, foram passando eliminatórias na Taça de Portugal.
Na final, o Belenenses venceu o Benfica por 2-1.

Mladenov não jogou a final mas fica para a história o único troféu do búlgaro em solo lusitano.

No princípio da década de 90, ainda alinhou no Vitória de Setúbal, no Estoril e Olhanense.

Fez furor ao lado de jogadores como Mapuata e Chico Faria no Belenenses, ou Yekini, no Vitória de Setúbal.

No Mundial de 1986, a selecção búlgara, ode pontificava Mladenov, deixou boa imagem, mas foi em 1994 que os búlgaros conseguiram um quarto lugar no Mundial de Itália.

Com Mladenov retirado, era a vez de Stoichkov e Balakov.

Aqui em baixo, recordamos Stoycho Mladenov em fotos e vídeos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Lendas do Futebol - Carlos Manuel

Naquele noite do final de Outubro de 1985, Portugal "deu um bigode" à poderosa selecção alemã de futebol.
Em plena cidade de Estugarda.

O bigode tinha dono, cara, corpo, pernas e pés.
Pés talentosos.
Mira apurada.
Golo.

Carlos Manuel Correia dos Santos, nasceu na Moita, a 15 de Janeiro de 1958 e foi considerado um dos melhores médios ofensivos portugueses da década de 80.

Começou a jogar no Grupo Desportivo Fabril do Barreiro, seguindo-se, em 1977, o Barreirense.
Em 1979 transferiu-se para o Benfica e por lá ficou até 1987.

Com a camisola encarnada ganhou 4 campeonatos, 5 Taças de Portugal e 2 Supertaças.
O F.C. Porto ainda não papava títulos.

Em Dezembro de 1987 foi cedido ao FC Sion, e em 1988 voltou a Portugal, desta vez para jogar no meu Sporting.
E foi um prazer vê-lo de verde e branco.

Jogou ainda pelo Boavista e terminou a carreira no Estoril, sendo que, como treinador, passou uma vez mais pelo Sporting, mas a sua carreira de técnico (nos últimos anos ao serviço do Oriental) não teve o sucesso que alcançou como futebolista.

Regressemos a 29 de Outubro de 1985.

Para que Portugal se apurasse para o Mundial de 86, tinha mesmo que ganhar à Alemanha, em solo germânico.

Tarefa que parecia impossível atenuada algo liricamente com a célebre frase do selecionador José Torres:
"Deixem-me sonhar".

E um pontapé de sonho, vindo do lado esquerdo do ataque português materializou o sonho.
Schumacher não pôde fazer nada.

Portugal foi ao Mundial do México, em 1986, e esperava-se que por lá ficasse muito tempo.
Afinal foi só um "Saltillo"...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lendas do Futebol - Vitor Baía

Vitor Baía, nascido a 15 de Outubro de 1969, foi um dos melhores guarda-redes portugueses de todos os tempos.
Seguramente o melhor, na era pós-Damas e Bento, com a devida vénia para Eduardo e sobretudo Ricardo, antes que este faça birra por ciúmes.

Jogou quase toda a sua carreira no F.C. Porto, excepção feita a uma quase inglória passagem pelo Barcelona.
Na altura em que foi contratado, jamais alguém tinha pago tanto por um guarda-redes. Pena não ter ficado muitos anos naquele que é o meu clube favorito, além-fronteiras.

Debutou na baliza do clube de Pinto da Costa, num jogo com o Vitória de Guimarães.
Em Setembro de 1989.
Era o sucessor de Mlynarczyk.

Chegou à baliza da selecção portuguesa com 21 anos.
Estreou-se no dia 19 de Dezembro de 1990, num jogo frente aos Estados Unidos, iniciando aí uma década em que a camisola 1 de Portugal lhe pertenceu quase em exclusivo.

Foi durante muitos anos o futebolista com mais títulos conquistados.

Para além de idolatrado p'los desportistas, era venerado pelo público feminino, devido ao seu ar de "boneco".

Por falar nisso, fica para o final uma defesa, não para o boneco, mas para alívio da selecção portuguesa, num jogo contra a Áustria, em 1995.