Por incrível que pareça, nunca cheguei a ver esta homenagem ao cinema.
"Cinema Paraíso" de Giuseppe Tornatore foi considerado o Melhor Filme Estrangeiro nos Óscares de 1990, mas coleccionou muitos outros prémios e elogios pela Europa fora.
No filme, Salvatore Di Vita é um cineasta bem-sucedido que vive em Roma.
Um dia ele recebe um telefonema da sua mãe avisando que Alfredo está morto. A menção deste nome traz lembranças da sua infância e, principalmente, do Cinema Paraíso, para onde Salvatore fugia sempre que podia, depois que terminava a missa.
O padre via primeiro os filmes para censurar as imagens que possuíam beijos, e fazia companhia a Alfredo, o projecionista, mas Salvatore espreitava tudo.
Foi ali que aprendeu a amar o cinema.
Anos mais tarde, o Cinema Paraíso, já abandonado, acaba por ser demolido para dar lugar a um estacionamento.
Aqui fica um pouco desta grande obra.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Cinemateca Pop - Víuva, Mas Não Muito
No final dos Anos 80, recebi este filme como prenda de Natal.
Na altura, ainda mal começara a indústria de venda de películas VHS e o aluguer de filmes nos clubes de video continuava em larga escala.
Então, o meu primo José Eduardo o que fez foi copiar o filme para uma cassete virgem, embrulhou-a em papel bonitinho e ofereceu-ma.
Penso que foi a ultima prenda que recebi dele porque, entretanto, o chamamento das Testemunhas de Jeová foi mais forte, e assim ele deixou de comemorar o Natal e de oferecer prendas nesta data.
Acho que ainda tenho o filme lá para casa, no meio de outras velharias em VHS.
Realizado em 1988 por Jonathan Demme (de "O Silêncio dos Inocentes", por exemplo), "Viúva, Mas Não Muito"/"Married to The Mob" é a história de Angela De Marco (a bela Michelle Pfeiffer), mulher de Frank De Marco, um mafioso que acaba por ser morto pelo seu patrão.
Angela pensa que os complicados relacionamentos com a mafia terminaram, mas a história ainda mal começara...
Entram no filme, Matthew Modine (um actor típico dos Anos 80), Alec Baldwin, Joan Cusak, entre outros.
Aqui fica o trailler.
Na altura, ainda mal começara a indústria de venda de películas VHS e o aluguer de filmes nos clubes de video continuava em larga escala.
Então, o meu primo José Eduardo o que fez foi copiar o filme para uma cassete virgem, embrulhou-a em papel bonitinho e ofereceu-ma.
Penso que foi a ultima prenda que recebi dele porque, entretanto, o chamamento das Testemunhas de Jeová foi mais forte, e assim ele deixou de comemorar o Natal e de oferecer prendas nesta data.
Acho que ainda tenho o filme lá para casa, no meio de outras velharias em VHS.
Realizado em 1988 por Jonathan Demme (de "O Silêncio dos Inocentes", por exemplo), "Viúva, Mas Não Muito"/"Married to The Mob" é a história de Angela De Marco (a bela Michelle Pfeiffer), mulher de Frank De Marco, um mafioso que acaba por ser morto pelo seu patrão.
Angela pensa que os complicados relacionamentos com a mafia terminaram, mas a história ainda mal começara...
Entram no filme, Matthew Modine (um actor típico dos Anos 80), Alec Baldwin, Joan Cusak, entre outros.
Aqui fica o trailler.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Cinemateca Pop - Em Busca da Esmeralda Perdida
A meio da década de 80, a meio de uma tarde, lembro-me de me ter divertido imenso com este filme.
As caças ao tesouro - mesmo que neste caso com vigorosas pinceladas de comédia romântica - sempre foram um dos meus temas preferidos.
Não na vida real, onde não consigo dar caça a tesouro algum, mas em livros e em filmes.
Este, de 1984, juntava a sexy Kathleen Turner, loura de perna bem feita e voz rouca, a um Michael Douglas que ainda haveria de fazer muitos filmes.
No original "Romancing the Stone", "Em Busca da Esmeralda Perdida conta a história de uma escritora que procura a sua irmã, que foi raptada por um bandido quando procurava uma jóia na selva colombiana.
Lembrete:
Nunca ir atrás de uma pedra preciosa para uma selva sul-americana.
Joan Wilder (Turner) que até então tinha uma vida calma, a escrever romances lá por casa, tem assim uma aventura ao nível daquelas que escreve, envolvendo ainda um caçador de fortunas (Douglas) por quem se apaixona.
Esta película, realizada pelo mago Robert Zemeckis, autor de muitos filmes que me caíram no goto, como a trilogia "Regresso ao Futuro", contava ainda com Danny de Vito, actor que sempre tentou compensar a falta de estatura e de cabelo, com a arte de (nos) fazer rir.
As caças ao tesouro - mesmo que neste caso com vigorosas pinceladas de comédia romântica - sempre foram um dos meus temas preferidos.
Não na vida real, onde não consigo dar caça a tesouro algum, mas em livros e em filmes.
Este, de 1984, juntava a sexy Kathleen Turner, loura de perna bem feita e voz rouca, a um Michael Douglas que ainda haveria de fazer muitos filmes.
No original "Romancing the Stone", "Em Busca da Esmeralda Perdida conta a história de uma escritora que procura a sua irmã, que foi raptada por um bandido quando procurava uma jóia na selva colombiana.
Lembrete:
Nunca ir atrás de uma pedra preciosa para uma selva sul-americana.
Joan Wilder (Turner) que até então tinha uma vida calma, a escrever romances lá por casa, tem assim uma aventura ao nível daquelas que escreve, envolvendo ainda um caçador de fortunas (Douglas) por quem se apaixona.
Esta película, realizada pelo mago Robert Zemeckis, autor de muitos filmes que me caíram no goto, como a trilogia "Regresso ao Futuro", contava ainda com Danny de Vito, actor que sempre tentou compensar a falta de estatura e de cabelo, com a arte de (nos) fazer rir.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Cinemateca Pop - Um Dia a Casa Vem Abaixo
Um tipo engraçado, uma loura bonita e uma casa a cair aos bocados.Não havia troika como esta em 1986.
Divertido e levezinho como um pezinho de salsa, este filme de Richard Benjamin fez as delícias dos cinéfilos e de gente que trabalha em demolições de imóveis.
Com dedo de Steven Spielberg, a película aproveita a fama tipo bola de neve de Tom Hanks e a empatia cinéfila da namoradinha da América Shelley Long, para criar uma química que embala o espectador adepto de implosões desenfreadas como as de torres de apartamentos de Tróia, ou controladas, como a desta casa que vai caindo aos bocadinhos.
Após ter sido desalojado do seu apartamento em Manhattan, o par de "Um Dia a Casa Vem Abaixo/The Money Pit" compra a casa dos seus sonhos.
E dos seus pesadelos.
A relação do casal e a respectiva conta bancária é colocada à prova pelo autêntico sorvedouro de emoções e cifrões que representa esta aparentemente adorável casinha branca.
Foi um dos filmes mais divertidos de 1986, antes, muito antes, de rebentar a bolha do mercado imobiliário, dos despejos sem apelo nem agravo, e de brasileiros e ucranianos experimentarem a homossexualidade como mal menor para dividir a renda no final do mês.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Cinemateca - Tempo de Glória
Nunca gostei de filmes de guerra, mas este épico de 1989 foi um dos filmes que mais gostei na década de 80.A película recupera os tempos em que os Estados Unidos se dividiam entre Norte e Sul, naquela que ficou conhecida como a "Guerra de Secessão".
No filme aborda-se o momento em que os líderes civis e militares do Norte decidem criar o primeiro regimento negro dos EUA.
Comandados por um oficial branco, numa extraordinária interpretação de Matthew Broderick, os homens do 54º Regimento de Massachusets, lutam pela liberdade e pela cidadania, arriscando as suas vidas em batalhas sangrentas.
Ao longo da guerra - e deste filme - os negros vão conquistando o lugar de verdadeiros soldados, até serem reconhecidos como heróis, embora o final, adiante-se para quem não o viu ou recorde-se para quem o desfrutou.
O filme foi distinguido com três Óscares, destacando-se aqui o de Melhor Actor Secundário para um soberbo Denzel Washington que encarnou o soldado Trip.
Let's look at the trailer...
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Cinemateca Pop - Willow, na Terra da Magia
Antes do "Senhor dos Anéis", vimos isto nos Anos 80.Isto era "Willow, na Terra da Magia", uma aventura épica com o cunho de George Lucas e realizado por Ron Howard, gente da sétima arte que fez muitos adolescentes dos anos 80 felizes.
Não é que tenha exultado com as aventuras de um anão mais feio que o rabo peludo de Alberto João Jardim, mas lembrei-me deste filme e tinha que o incluir nos arquivos da "Máquina".
Obra de 1988, conta a história de Willow Ufgood, um anão e aprendiz de mágico que conta com a ajuda de Madmartigan, um exímio espadachim, numa guerra contra feiticeiros e monstros.
Juntos terão de vencer tudo e todos para salvar uma bebé (que mais tarde será princesa) das mãos de uma terrível rainha, Bavmorda.
Bavmorda, como o próprio nome indica, não era alguém a que se pudesse estender a mão.
Ela fazia uso da magia negra para controlar o reino e teme a criança, pois uma profecia diz que ela será o motivo de sua derrota.
Do filme, passou-se para os jogos de computador e até para os brindes no Toddy, no Brasil, pelo menos.
Warwick Davis, o anão do filme, tem hoje 41 anos.
Continua com tamanho de 11.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Cinemateca Pop - Arma Mortífera
Segundo filme de Mel Gibson nesta Cinemateca Pop, ele que foi, sem sombra de dúvida, um dos principais heróis dos filmes de acção nos anos 80.Mel é Martin Riggs, neste filme de 1987.
Ousado e com sangue frio, vai ter como companheiro um pacato polícia à beira da reforma, interpretado por Richard Donner.
Neste primeiro filme, a dupla junta-se numa missão que pretende pôr fim a uma quadrilha internacional de traficantes de drogas composta por ex-militares da guerra do Vietname.
Para actuar nas cenas de acção de "Lethal Weapon", Mel Gibson teve que aprender três formas de artes marciais: jiu-jitsu, capoeira e o jailhouse rock (uma forma de luta dos escravos americanos).
A cena final do filme, em que Martin Riggs luta durante cinco minutos debaixo de chuva, foi rodada em quatro noites.
O filme foi um dos sucessos de bilheteira dos anos 80, o que motivou um "Arma Mortífera" 2, 3 e até um 4, este já em 1998.
Aqui fica o trailer do original "Letal Wheapon" de 1987.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cinemateca Pop - Splash, a Sereia
Em 1984, não tenho a certeza se o Montijo já teria outro cinema para além do Cine-teatro Joaquim de Almeida.Talvez já existisse o Cine Parque.
Para mim, que estudava, na Secundária do Montijo, seriam os dois sítios mais à mão para ver este misto de comédia e fantasia, mas já só vi "Splash, a Sereia" em vídeo.
Trata-se de um filme sobre uma sereia que chega nua a New York, atrás de um homem que ela salvou de um afogamento, e por quem ela se apaixona.
Uma das mais engraçadas peripécias do filme, tem precisamente a ver com as tentativas de Madison, a sereia, ( a louríssima Darryl Hannah) de esconder a sua cauda.
O que se revela impossível sempre que ela entra em contacto com a água, motivando o interesse da comunidade científica e as gargalhadas de quem viu o filme.
Tom Hanks, a paixão da sereia, tornou-se uma estrela de Hollywood a partir deste filme de Ron Howard.
"Splash, a Sereia" foi nomeada para o Óscar do Melhor Argumento, mas não venceu a estatueta do careca dourado.
Mas ganhou um Globo de Ouro para a melhor comédia/musical.
O nome da sereia, Madison, tornou-se o preferido das jovens mães americanas da época, que baptizaram assim grande parte dos bebés de 1984 e 1985.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Cinemateca Pop - The Goonies
Numa altura em que ainda dá que falar "Super 8", a "Máquina do Tempo" exibe na "Cinemateca Pop" outra grande aventura cinéfila com elenco juvenil, "Goonies", de 1985.Ainda penso que tenho para lá este filme gravado numa velha VHS, embora a figura do mais disforme dos vilões Fratelli - tal como a mãe de resto, uma das actrizes mais horrorosas de Hollywood - continue a provocar-me náuseas.
"The Goonies", tal como "Super 8", foi produzido por Steven Spielberg e realizado por Richard Donner, tendo sido escrito por Chris Columbus, um dos magos da ficção para jovens nos anos 80 e 90. Relembre-se o "Sozinho em Casa", por exemplo.
Um breve resumo de "The Goonies", um sucesso nos anos 80:
Depois de encontrar um mapa do tesouro no sótão de sua casa, Mickey, Brand, Bocas (Mouth), Data) e Chunk partem em busca do tesouro de Willy, um antigo pirata, salvo erro.
Juntam-se ainda Andy e Stef, que seguem o grupo por cavernas e caminhos subterrâneos, onde encontram uma família de bandidos italianos, Os Fratelli.
A acção culmina num velho navio pirata, econdido dezenas de metros debaixo da terra, com a descoberta de dobrões de ouro e o castigo dos Fratelli.
Let's look at the trailer.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Cinemateca Pop - Oficial e Cavalheiro
Nunca fui fã desse grande canastrão do cinema a que chamam Richard Gere.E pior.
A que chamam "sex symbol".
Um gajo que tem dentes amarelos e olhos de toupeira, com todo o respeito para esses simpáticos roedores subterrâneos...
Todavia, sei que este filme marcou muito boa gente na década de 80, e por isso trouxe-o aqui hoje.
Em "Oficial e Cavalheiro", de Taylor Hackford, de 1982, Zack Mayo (Richard Gere) entra na Escola de Candidatos a Oficiais, para se tornar num piloto da Marinha.
Seguem-se 13 semanas de recruta, por assim dizer.
Apesar dos avisos do instrutor de oficiais, sobre as raparigas locais que querem engravidar com a intenção de apanhar maridos pilotos, Zack acaba por se apaixonar por uma.
Debra Winger interpreta Paula Pokrifki.
Exceptuando o nome desta personagem, ao contrário do que acontece com o Richard que não acho Gere, só tenho a dizer bem da Debra, uma das actrizes que seguia com agrado na década dourada.
David Caruso, o "cenoura" de CSI Miami", também aparece neste filme.
Em baixo, algumas imagens de "Oficial e Cavalheiro", à boleia de "Up Where We Belong", de Joe Cocker, vencedora do Óscar para a Melhor Banda Sonora.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Cinemateca Pop - Mad Max 3 - Para Além da Cúpula do Trovão
Mel Gibson encarnou algumas das principais personagens de filmes de acção nos Anos 80.
Ele esteve, por exemplo, na série de filmes "Arma Mortífera" e "Mad Max".
Normalmente não há melhor do que o início de uma destas sagas blockbuster, mas aqui recordamos o 3º filme da série "Mad Max", "Para Além da Cúpula do Trovão", aquele com... Tina Turner.
Estávamos em 1985, em plena década de 80, e este tipo de películas preenchiam o imaginário aventureiro dos jovens da época.
Aqui, após a destruição da civilização, surge no meio do deserto, Bartertown, uma cidade com regras primitivas e mortais que tem uma governante (Tina Turner) que deseja consolidar o seu poder a qualquer preço.
Até que lá chega Max (Mel Gibson), que é forçado a participar de uma luta e, por se ter recusado a matar o seu adversário, acaba sendo banido no deserto.
Até que um grupo de jovens selvagens o salvam e passam a considerá-lo um messias que os levará até a uma nova terra.
Em baixo, recordamos imagens do filme, com o poderoso "We Don't Need Another Hero", principal tema da banda sonora.
Tina Turner, então com 46 anos, continuava a encantar com a sua voz e um perfeito par de belas e maduras pernas, que faziam estremecer qualquer um.
E garanto que a "cúpula" não era do trovão.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Cinemateca Pop - Big
Quem é que nunca, quando criança, não quis crescer mais depressa?
Em "Big", uma comédia de culto de 1988, de Penny Marshall, Tom Hanks é o puto Josh que, numa feira de diversões, dirije-se a uma estranha máquina de desejos cigana e pede "quero ser grande".
E a magia acontece.
No dia seguinte, ele vê-se transformado num adulto de trinta anos.
Tenta contar a verdade à mãe, mas ela expulsa-o de casa, porque não o reconhece.
Josh convence então o seu melhor amigo, Billy Kopecki, de que é mesmo o pequeno Josh, em corpo grande.
Com a ajuda de Billy, ele aluga um apartamento em Manhattan e consegue um emprego numa empresa de brinquedos, a MacMillan Toy Company.
Uma das cenas mais memoravéis do filme ocorre entre Tom Hanks e Robert Loggia.Os dois saltitam num teclado electrónico gigante, criando um ritmo contagiante e delicodoce, de resto, características do próprio filme.
Fiquem então com imagens dessa cena inesquecível, e irrepetível...
Aos 55 anos, Tom está mais velho, mais pesado, mas tornou-se, de facto, um "big" actor.
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