Se tudo correr bem, este blog será reactivado brevemente
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Cinemateca Pop - Um Dia a Casa Vem Abaixo
Um tipo engraçado, uma loura bonita e uma casa a cair aos bocados.Não havia troika como esta em 1986.
Divertido e levezinho como um pezinho de salsa, este filme de Richard Benjamin fez as delícias dos cinéfilos e de gente que trabalha em demolições de imóveis.
Com dedo de Steven Spielberg, a película aproveita a fama tipo bola de neve de Tom Hanks e a empatia cinéfila da namoradinha da América Shelley Long, para criar uma química que embala o espectador adepto de implosões desenfreadas como as de torres de apartamentos de Tróia, ou controladas, como a desta casa que vai caindo aos bocadinhos.
Após ter sido desalojado do seu apartamento em Manhattan, o par de "Um Dia a Casa Vem Abaixo/The Money Pit" compra a casa dos seus sonhos.
E dos seus pesadelos.
A relação do casal e a respectiva conta bancária é colocada à prova pelo autêntico sorvedouro de emoções e cifrões que representa esta aparentemente adorável casinha branca.
Foi um dos filmes mais divertidos de 1986, antes, muito antes, de rebentar a bolha do mercado imobiliário, dos despejos sem apelo nem agravo, e de brasileiros e ucranianos experimentarem a homossexualidade como mal menor para dividir a renda no final do mês.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Velhos Anúncios - Schweppes
Este anúncio de azulejos coloridos da Schweppes foi sempre um dos mais bonitos cartões de visita do Algarve.Este, ou a outra versão com chaminé algarvia, culminava a chegada ao Algarve depois de um punhado de horas de viagem de carro.
A dois meses de mais um Verão, relembramos aqui um velho anúncio da Schweppes, uma das mais antigas marcas de refrigerantes.
A publicidade à Schweppes Laranja entoava animadamente "é tudo laranja!" mas as imagens lá em casa continuavam a preto e branco.
E cinzento, vá lá.
A história da marca de refrigerantes Schweppes começa em 1783 na Inglaterra.
Johann Jacob Schweppe, um joalheiro alemão e cientista amador desenvolveu um método para produzir água tónica em escala comercial.
O sucesso foi quase imediato e durou para aí uns 200 anos.
A marca já viveu os seus tempos dourados e agora pertence ao grupo Coca-Cola.
Ainda assim, acções promocionais como a do geiser artificial que animou Paço de Arcos há um par de anos, não deixam a marca eclipsar-se.
Schweppes.
Sempre mais fácil de beber do que de escrever.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Eternamente Sporting - Morato
Recordamos hoje António Morato, um dos defesas centrais leoninos que marcou os Anos 80.
E que falta ele faria hoje.
Curiosamente, houve dois Moratos no Sporting.
O pai deste Morato jogou também como defesa, nos anos 60.
O que viaja hoje connosco na "Máquina do Tempo", jogou seis épocas de leão ao peito - 178 jogos ao todo - com Manuel Fernandes, Jordão e Oliveira, entre outros.
Marcou seis golos.
Estreou-se em 1984 num Sporting x V. Setúbal.
Despediu-se em 1989, no tempo do leão de unhas quebradiças de Jorge Gonçalves, sem ser campeão.
De resto, pelo Sporting, conquistou apenas uma Supertaça.
Aqui fica ele em imagens, neste "Eternamente Sporting".
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Mickey Mouse Apareceu há 80 Anos
Os parabéns da "Máquina do Tempo" para o Rato Mickey que assinalou ontem, 10 de janeiro, 80 anos desde que foi registado e publicado o primeiro desenho!Criado pelo mago Walt Disney em 1928, é umas das minhas duas personagens preferidas deste maravilhoso universo.
A outra é o Tio Patinhas.
Para recordar o tempo em que nos entretinhamos com as revistas do Donald, Tio Patinhas, Mickey ou Zé Carioca, não perca a "Geração Tio Patinhas", publicada ocasionalmente aqui na Máquina.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Super Pop Portugal - Patchouly - Grupo de Baile
Lembro-me de ter uns 10 anos, passar pelo então Ciclo Preparatório do Pinhal Novo, e ouvir isto do outro lado da rede.
Do lado de dentro, porque eu ainda andava na 4ª classe e só seguiria para aquele "patamar de educação", meses depois.
Para um puto de 10 anos, os miúdos do Ciclo pareciam ser mais adultos e mais cool, enfim, mais adultos.
E este "Patchouly" era do que mais se ouvia, nos rádios que eles punham no chão, enquanto ensaiavam as primeiras passas nos primeiros cigarros, os primeiros beijos e o primeiro amor.
O Grupo de Baile, originário do Seixal, vendeu mais de 99 mil cópias do single que tinha para além do "Patchouly", o "Já Rockas à Toa" no lado B.
Engolidos pela vaga do sucesso, só reapareceram muitos anos depois na crista de outra onda, a do revivalismo dos anos 80, que encontra um dos expoentes neste seu/nosso blog.
Foi mesmo para recordar, que em 2006 o "Grupo de Baile" voltou a tocar na festa de comemoração dos 20 anos do programa "Febre de Sábado de Manhã" de Júlio Isidro onde tocaram os seus dois maiores êxitos em versões não censuradas.
Em baixo, numa peça de colecção, oportunidade para ver a loucura do vocalista, e constatar que o solo dos metais deste "Patchouly", não deixam de parecer uma cópia descarada do "Geno" dos Dexys Midnight Runners.
Do lado de dentro, porque eu ainda andava na 4ª classe e só seguiria para aquele "patamar de educação", meses depois.
Para um puto de 10 anos, os miúdos do Ciclo pareciam ser mais adultos e mais cool, enfim, mais adultos.
E este "Patchouly" era do que mais se ouvia, nos rádios que eles punham no chão, enquanto ensaiavam as primeiras passas nos primeiros cigarros, os primeiros beijos e o primeiro amor.
O Grupo de Baile, originário do Seixal, vendeu mais de 99 mil cópias do single que tinha para além do "Patchouly", o "Já Rockas à Toa" no lado B.
Engolidos pela vaga do sucesso, só reapareceram muitos anos depois na crista de outra onda, a do revivalismo dos anos 80, que encontra um dos expoentes neste seu/nosso blog.
Foi mesmo para recordar, que em 2006 o "Grupo de Baile" voltou a tocar na festa de comemoração dos 20 anos do programa "Febre de Sábado de Manhã" de Júlio Isidro onde tocaram os seus dois maiores êxitos em versões não censuradas.
Em baixo, numa peça de colecção, oportunidade para ver a loucura do vocalista, e constatar que o solo dos metais deste "Patchouly", não deixam de parecer uma cópia descarada do "Geno" dos Dexys Midnight Runners.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Novelas da Globo - O Bem Amado
Não foi, de todo, uma das minhas novelas preferidas, mas fez sucesso em Portugal.O Bem-Amado foi transmitido em Portugal no final dos anos 70, inspirada numa peça teatral de Dias Gomes.
Tudo gira à volta do Prefeito Odorico Paraguaçu, que tem como meta inaugurar um cemitério em Sucupira.
No elenco encontramos os nomes de Paulo Gracindo, Lima Duarte, Zilka Salaberry, entre outros.
A trama era de fino recorte irónico, glosando o poder e a corrupção, e as peripécias em torno da inauguração do cemitério são mais que muitas.
Para obter êxito na inauguração da infraestrutura, Odorico traz de volta a Sucupira um filho da terra:
Zeca Diabo, um pistoleiro redimido, que recebe a missão de matar alguém para a inauguração do cemitério.
Zeca Diabo era interpretado por Lima Duarte, o actor que, em todo o mundo, mais se parece com o meu pai.
São praticamente idênticos.
Se calhar, ainda é um tio emigrado no Brasil.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
O Pequeno Johhnny - Arrábida Encantada
O postal no "Vintage Break", antes desta postagem, terá uns 80.
Os dois captam, em diferentes momentos, do século passado, parte da essência da Arrábida, algo que faz, em pequena escala é certo, parte do meu património emocional.
Aqui estou eu e os meus pais no velho "Bolinhas", o Mini branco das faixas pretas que foi o primeiro carro a fazer a minha vida avançar mais depressa.
A paisagem lá atrás pertence à eterna Arrábida, nessa altura já meio esventrada com a Secil e as pedreiras, cancros de sempre que ainda hoje representam um estorvo à candidatura daquele santuário da ecologia mediterrânica a Património Mundial Misto da Unesco.
Para lá da fauna e da flora e, óbvio, das encostas recortadas que se debruçam sobre o Sado azul, e que culminam em míticas praias de areias douradas como a Figueirinha, Galapos e o encantador Portinho da Arrábida que parece roubado à Riviera Italiana, para lá disto, escrevia eu, o que fica da Arrábida são mesmo estas voltas de carro, "lá por cima, pela serra".
Tive o privilégio de sempre terem sido feitas em boa companhia, feminina, na maior parte dos casos; amores e paixões que ali deram uma das voltas que a vida dá.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Divas de Hollywood - Rachel Welch
Aquela que foi uma das mais flamejantes ruivas de Hollywood, nasceu em 1940, em Chicago.Rachel Welch tornou-se símbolo sexual dos anos 60 quando emergiu das águas do mar num biquini pré-histórico, de resto retratado na imagem acima.
Poderia ter escolhido mil e uma outras fotos sensuais da bela actriz, mas escolhi esta por toda a sua simbologia e, claro, por ter sido também elemento central na história de "Os Condenados de Shawshank", para mim, o melhor filme de temática prisional.
O "filme do biquini"era "Quando o Mundo Nasceu", de 1966, e a partir daí ela substituíu Marilyn Monroe como a principal sex symbol à escala global.
Na Juventude, Miss Welch foi também Miss Fotogenia, Miss La Jolla, Miss Contour, Miss Fairest of the Fair e Miss San Diego.
A sua filmografia conhece a melhor fase nos anos 60, até causar alvoroço quando fez cenas de sexo com o actor negro Jim Brown, no filme "100 Rifles".
Nos anos 70, tentou deixar a imagem de mulher-objecto e nos 80' s voltou-se para a televisão e para os vídeos de exercícios físico, aproveitando a sua imagem de quarentona em boa forma.
Aqui em baixo, pode ver as divertidas imagens das lutas de Rachel Welch com os dinossauros, em "Quando o Mundo Nasceu"/"One Million Years b.C.".
Diga lá, se a bela Rachel não tinha tudo no sítio e se estes dinossauros made in the 60's não são divertidos?
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Tesourinhos Fascinantes - Os Minigames
Não havia PlayStations ou consolas como há hoje, mas o mundo electrónico já era feito de mudança.Os videogames nos anos 80 deixavam de pertencer ao mundo dos jogos de arcadia - penso que é assim que se escreve - , aqueles saudosos monstros encaixotados e cheios de cores, blinks, tirilims e outros sons, que davam modernidade aos cafés ; ou a outros jogados no ecran do televisor com a ajuda de joysticks.
Os minigames eram quase todos japoneses, pouco maiores que um telemóvel (que não existia) feitos de cores apelativas, cinco ou seis botões e quase sempre com um Game A, mais simples, e um Game B, de dificuldade mais elaborada.
Começou a andar nas mãos de toda a gente, mas não me lembro de ter um especialmente bonito.
Mas invejava os do meu primo José Eduardo.
O sacana tinha dois ou três muito bons, daqueles que davam vontade de passar uma tarde a jogar, até torrar as pilhas de litium.
Num deles, o jogador jogava ténis com umas bolinhas que saíam de todas as direcções, primeiro uma ou outra, depois quatro ou cinco, até serem cada vez mais e ficarmos a chorar da vista, com os polegares em chamas e à beira de um ataque de epilepsia.
O outro era ainda mais catita e punha o famoso Snoopy a saltar de um lado para o outro.
Um jogo mesmo bonito, de que tenho muitas saudades, e pelo qual pagaria uma pipa de massa para voltar a tê-lo nas mãos, para voltar a jogar com ele, para voltar a jogar uma tarde inteira sem quaisquer responsabilidades ou restrições, excepto uma:
As palavras "Game Over".
Cinemateca - Tempo de Glória
Nunca gostei de filmes de guerra, mas este épico de 1989 foi um dos filmes que mais gostei na década de 80.A película recupera os tempos em que os Estados Unidos se dividiam entre Norte e Sul, naquela que ficou conhecida como a "Guerra de Secessão".
No filme aborda-se o momento em que os líderes civis e militares do Norte decidem criar o primeiro regimento negro dos EUA.
Comandados por um oficial branco, numa extraordinária interpretação de Matthew Broderick, os homens do 54º Regimento de Massachusets, lutam pela liberdade e pela cidadania, arriscando as suas vidas em batalhas sangrentas.
Ao longo da guerra - e deste filme - os negros vão conquistando o lugar de verdadeiros soldados, até serem reconhecidos como heróis, embora o final, adiante-se para quem não o viu ou recorde-se para quem o desfrutou.
O filme foi distinguido com três Óscares, destacando-se aqui o de Melhor Actor Secundário para um soberbo Denzel Washington que encarnou o soldado Trip.
Let's look at the trailer...
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