sexta-feira, 9 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cinemateca Pop - Oficial e Cavalheiro

Nunca fui fã desse grande canastrão do cinema a que chamam Richard Gere.
E pior.
A que chamam "sex symbol".

Um gajo que tem dentes amarelos e olhos de toupeira, com todo o respeito para esses simpáticos roedores subterrâneos...

Todavia, sei que este filme marcou muito boa gente na década de 80, e por isso trouxe-o aqui hoje.

Em "Oficial e Cavalheiro", de Taylor Hackford, de 1982, Zack Mayo (Richard Gere) entra na Escola de Candidatos a Oficiais, para se tornar num piloto da Marinha.
Seguem-se 13 semanas de recruta, por assim dizer.

Apesar dos avisos do instrutor de oficiais, sobre as raparigas locais que querem engravidar com a intenção de apanhar maridos pilotos, Zack acaba por se apaixonar por uma.

Debra Winger interpreta Paula Pokrifki.

Exceptuando o nome desta personagem, ao contrário do que acontece com o Richard que não acho Gere, só tenho a dizer bem da Debra, uma das actrizes que seguia com agrado na década dourada.

David Caruso, o "cenoura" de CSI Miami", também aparece neste filme.

Em baixo, algumas imagens de "Oficial e Cavalheiro", à boleia de "Up Where We Belong", de Joe Cocker, vencedora do Óscar para a Melhor Banda Sonora.

Sucessos Esquecidos dos Anos 80 - True Blue - Madonna

Esta é a fase quase kitsch de Madonna, que aparecia aqui neste "True Blue" com um dos seus piores pentados, mas numa das suas músicas mais pop.

Em 1986, Madonna lançava o seu terceiro álbum, precisamente intitulado "True Blue", e o sucesso continuava a ser feito em todas as cores.

Camaleónica, Madonna passaria depois desta fase angelical, para a fase "erotika", então já com um fã adoidado a seguir os seus passos.

Morava no Pinhal Novo e, para ele, tudo o que ela fazia era grandioso e excitante.

Não, não era eu.
Nunca fui fã de Madonna, mas reconheço-lhe talento, gestão de carreira e a autoria de hits inesquecíveis.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Pequeno Johnny - Playground, Velha Infância

Nos últimos anos da década de 70, este vosso escriba já evidenciava alguma facilidade em criar mundos de fantasia, sendo que os laboratórios ao ar livre, sobretudo feitos de argila, era o que restava de espaços baldios no Pinhal Novo.

No Inverno, usava a fachada livre do prédio onde morava a minha avó materna, como uma das paredes de quartéis de soldadinhos.

Grutas e mais grutas feitas em barro, dezenas de esconderijos secretos onde os bons combatiam os maus, alcandorados em cúpulas de barro ou caves bafientas.
Horas e horas de recreio a que, às vezes, se juntavam os primeiros amigos de infância.

Recordo pelo menos três.

O Zé Manel, também conhecido como Zé Reguila, que apareceu do nada um dia, pedindo para brincar comigo, perto do Carocha azul abandonado; o Zé Ameixa que tinha um café na volta do amado quarteirão de sempre; e claro, o Nelson, que vivia "naquela grande casa ali", como eu costumava dizer.

Os "Zés" ainda hoje são cumprimentados quando se cruzam comigo.
Estão mais velhos mas em bom estado de conservação, melhores do que eu estou; no fundo sou uma velha carcaça, uma sombra do sensual jovem que fui...

O Nelson é o velho amigo de sempre.
Com ele, percorria metros e metros de manilhas - aqueles canos de esgoto enterrados por toda a parte - como se tivéssemos sido toupeiras numa outra vida.

Eu era pequeno e frágil, mas nunca tive medo de nada.
Entrava por ali adentro, abraçando a escuridão, minúsculas mãos usadas como radar de morcego-humano, tacteando cimento, saindo finalmente mais à frente, atrás, ao lado, onde quer que aqueles caminhos subterrâneos fossem dar.

Penso que havia horas, ao fim da tarde, depois das aulas, em que a maior parte dos miúdos daquela zona, estava enfiada debaixo de terra, como os saudosos boecos Fraggles, sem outra obrigação que não fosse correr, tropeçar, levantar e rir, rir sempre.

Conhecemos de perto - e literalmente de forma profunda - a renovação da canalização pública pinhalnovense.

Os túneis eram escuros, mas os nossos olhos, luminosos, na mais pura inocência, iluminavam o caminho, e o sol tanto brilhava lá em baixo, como em cima, cá fora.

Novelas da Globo - Louco Amor

Verão de 1984.
As noites no parque de campismo da Praia Verde, Algarve, eram dedicadas a descansar o corpo, a alma e a pele, porque os dias eram de praia de fio a pavio, ao contrário do que faço hoje.

A última vez que fui à praia foi em 1992.
E estávamos em Novembro e era de noite, por isso não sei se conta...
Por isso sou branco como farinha.
Adiante.

Poucos eram ainda os que tinham televisão a cores no campismo.
Ali à volta da minha tenda eram só dois ou três, por isso era comum o ajuntamento de vizinhos campistas, à volta do nosso televisor.

Só havia RTP e TVE, que parecia saudosamente exótica.
A Espanha era mesmo ali ao lado, mas já era outro país e essa condição é dotada de carga extremamente misteriosa e sedutora para um recém-adolescente.

As novelas da globo, quase há 10 anos em Portugal, eram ainda seguidas com entusiasmo e
ste "Louco Amor" fascinava desde logo pelas imagens e tema do genérico.

A música ainda hoje não saíu do ouvido e as imagens eram faísca na libido, com corpos entrelaçados e eu a babar, nos meus viçosos 13 aninhos, cada vez com mais vontade de put the cream nas camones, mas nessa altura já o Zezé Camarinha tinha uma pedalada imparável...
Adiante outra vez...

A história da novela era igual a tantas outras, amores e desamores entre ricos e pobres e um elenco soberbo com Glória Pires, Fábio Júnior, o saudoso Lauro Corona e a estonteantemente bela Bruna Lombardi.

Anos mais tarde, a loura dos olhos verdes fez furor nas páginas de uma "Playboy" brasileira que andou de mão em mão, nos tempos de universidade.
Nunca chegámos a ter uma cadeira sobre o assunto.
Foi pena.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Divas de Hollywood - Katharine Hepburn

Foram quase 100 anos como personagem do mais importante filme em que participou: o da sua vida.

Katharine Hepburn faleceu em Junho de 2003 com 96 anos, mas há muito que tinha garantido a imortalidade através da sua participação em películas como "Um Eléctrico Chamado Desejo" ou "A Casa no Lago".

Levou para casa, nada mais nada menos, que quatro Óscares, um recorde na Academia.
Ao todo, foi nomeada 12 vezes.

Em 1999, o American Fim Institute escolheu-a como a maior actriz de todos os tempos, numa lista de 25, que incluía Bette Davis e Ingrid Bergman.

Entre os seus muitos romances, destaque para o que manteve com o actor Spencer Tracy, durante 25 anos.

Fizeram nove filmes juntos.

Depois deste curto registo biográfico, nada melhor do que recordar a arte de Katharine Hepburn, em "Philadelphia Story", um fime de 1940, em que fez par romântico com Cary Grant, e em que conquistou um dos seus quatro Óscares.

Sem dúvida, uma Diva de Hollywood.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Posters da Sétima Arte

Depois da série de imagens com objectos antigos, a partir de hoje temos como "Vintage Break", posters de filmes.

Espero que gostem.

Agora vou andando porque já é tarde.

Sucessos Esquecidos dos Anos 80 - Woodie Boogie - Baltimora

Ao mega-sucesso "Tarzan Boy" seguiu-se este "Woodie Boogie".

O italiano Baltimora dominava as tabelas de vendas com o seu italo-disco, que tão bem se ouvia naqueles rádios-tijolo que se levavam no ferry-boat a caminho de Tróia.

Foi um tempo e um género musical que combinavam na perfeição.
Em 1985, estávamos rigorosamente a meio da década de todos os sonhos e a malta adorava estas músicas alegres e descomprometidas.

No vídeo, um tipo meio nerd, ou melhor, totalmente nerd, desata a dançar aparvalhadamente no seu local de trabalho, levando consigo o resto dos colegas, num estilo de dança que não vingou, felizmente.

Nem mesmo quando as coleguinhas começam a tirar a roupa, o vídeo melhora por aí além.
Enfim, era daquelas coisas que sabia melhor ouvir do que ver.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CURVAS E CONTRACURVAS

Top 10 - Sexy Singers dos Anos 80

10 de Setembro, na "Máquina do Tempo"

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tesourinhos Fascinantes - O Disco Voador

Quando eu fazia praia, há uma eternidade, lançar e apanhar o disco voador - ou frisbee como lhe chamam nos Estados Unidos ou no Brasil - era um dos melhores divertimentos que se podia ter na areia.

Os outros eram a inevitável futebolada ou "jogar às raquetes", como se designava dois parvos a bater numa bolinha, com duas espécies de pás de madeira ou plástico.

Fui razoavelmente bom em qualquer uma das "três modalidades", mas foi com o disco voador que fiquei mais perto de saber o que era voar.

Fossem discos lançados a quase 100 km/hora, fossem com efeito, o que eu gostava era de voar em grande estilo para apanhar o dístico de pvc, como se fosse o melhor guarda-redes do mundo, que é uma muito melhor comparação do que dizer que era parecido com um "bobi" muito bem treinado.

Ajudava ser jovem e ágil, tal qual o tipo da foto acima, e ajudava também ter um tapete de areia fofinha debaixo dos meus pés.

Como diria o meu pai quando vê os futebolistas andarem sempre a cair, se o chão estive cheio de vidros, não se caía assim.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Clássicos MPB - Água de Beber

Tom Jobim, um dos maiores nomes da Bossa Nova, foi um génio.

As suas composições ganharam a marca da eternidade e estou certo que os nossos bisnetos ainda as ouvirão em 2095, não sei em que suporte, talvez até recorrendo a um chip implantado no cérebro.

A letra deste "Água de Beber", tantas vezes tocado, tantas vezes mote para dezenas de versões, é do grande Vinicius de Moraes.

O tema foi criado em 1963, e fez parte do primeiro álbum de Tom Jobim, "The Composer of Desafinado", reeditado no Brasil no ano seguinte, então com o nome "António Carlos Jobim".

No vídeo abaixo, Tom Jobim toca e interpreta "Água de Beber", em Montreal, em 1986, oito anos antes da sua morte.

E agora, ouçamos o Mestre.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Lendas do Futebol - Carlos Manuel

Naquele noite do final de Outubro de 1985, Portugal "deu um bigode" à poderosa selecção alemã de futebol.
Em plena cidade de Estugarda.

O bigode tinha dono, cara, corpo, pernas e pés.
Pés talentosos.
Mira apurada.
Golo.

Carlos Manuel Correia dos Santos, nasceu na Moita, a 15 de Janeiro de 1958 e foi considerado um dos melhores médios ofensivos portugueses da década de 80.

Começou a jogar no Grupo Desportivo Fabril do Barreiro, seguindo-se, em 1977, o Barreirense.
Em 1979 transferiu-se para o Benfica e por lá ficou até 1987.

Com a camisola encarnada ganhou 4 campeonatos, 5 Taças de Portugal e 2 Supertaças.
O F.C. Porto ainda não papava títulos.

Em Dezembro de 1987 foi cedido ao FC Sion, e em 1988 voltou a Portugal, desta vez para jogar no meu Sporting.
E foi um prazer vê-lo de verde e branco.

Jogou ainda pelo Boavista e terminou a carreira no Estoril, sendo que, como treinador, passou uma vez mais pelo Sporting, mas a sua carreira de técnico (nos últimos anos ao serviço do Oriental) não teve o sucesso que alcançou como futebolista.

Regressemos a 29 de Outubro de 1985.

Para que Portugal se apurasse para o Mundial de 86, tinha mesmo que ganhar à Alemanha, em solo germânico.

Tarefa que parecia impossível atenuada algo liricamente com a célebre frase do selecionador José Torres:
"Deixem-me sonhar".

E um pontapé de sonho, vindo do lado esquerdo do ataque português materializou o sonho.
Schumacher não pôde fazer nada.

Portugal foi ao Mundial do México, em 1986, e esperava-se que por lá ficasse muito tempo.
Afinal foi só um "Saltillo"...

Cinemateca Pop - Mad Max 3 - Para Além da Cúpula do Trovão

Mel Gibson encarnou algumas das principais personagens de filmes de acção nos Anos 80.
Ele esteve, por exemplo, na série de filmes "Arma Mortífera" e "Mad Max".

Normalmente não há melhor do que o início de uma destas sagas blockbuster, mas aqui recordamos o 3º filme da série "Mad Max", "Para Além da Cúpula do Trovão", aquele com... Tina Turner.

Estávamos em 1985, em plena década de 80, e este tipo de películas preenchiam o imaginário aventureiro dos jovens da época.

Aqui, após a destruição da civilização, surge no meio do deserto, Bartertown, uma cidade com regras primitivas e mortais que tem uma governante (Tina Turner) que deseja consolidar o seu poder a qualquer preço.

Até que lá chega Max (Mel Gibson), que é forçado a participar de uma luta e, por se ter recusado a matar o seu adversário, acaba sendo banido no deserto.

Até que um grupo de jovens selvagens o salvam e passam a considerá-lo um messias que os levará até a uma nova terra.

Em baixo, recordamos imagens do filme, com o poderoso "We Don't Need Another Hero", principal tema da banda sonora.

Tina Turner, então com 46 anos, continuava a encantar com a sua voz e um perfeito par de belas e maduras pernas, que faziam estremecer qualquer um.

E garanto que a "cúpula" não era do trovão.