quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Novelas da Globo - Cambalacho

Depois de "Guerra dos Sexos" e "Vereda Tropical" a expectativa por mais uma novela com o cunho de Sílvio de Abreu era do tamanho do Evereste.

E a verdade é que esta "Cambalacho", exibida em Portugal pela RTP em 1987, salvo erro, não desiludiu.

Foram 179 capítulos escritos para caracterizar a "situação vergonhosa por que passava o Brasil", segundo o autor.

A expressão "cambalacho" (esquema; trafulhice) virou moda, mesmo em Portugal.

Um pouco da trama, depois de um rápido copy/paste da Wikipédia:

"Andréa planeja um crime perfeito para eliminar seu marido, Antero Souza e Silva, e ficar com sua herança.
Só que o testamento remete a fortuna para Leonarda Furtado, a Naná, suposta filha desaparecida de Antero e que vive aplicando cambalachos para sobreviver ao lado de Jerônimo Machado, o Jejê.
Para aliviar a culpa que sente por ser trapaceira, Naná leva para sua casa crianças que recolhe nas ruas de São Paulo.

Mas a história tem uma reviravolta com a chegada de Daniela, suposta filha de Naná que morava no exterior e a mãe não via desde pequena.
Acompanhados de Daniela chegam Armandinho e João Pedro, dois vigaristas que se fazem passar por nobres franceses."

E ainda há a pretensiosa Tina Pepper, fã da cantora Tina Turner, que usa uma peruca para a imitar.
Uma fantástica Regina Casé que roubou todas as cenas em que participou.

E não era fraco, de todo, o elenco desta novela.
Vejam só:

Fernanda Montenegro, Natália do Valle, Suzana Vieira, Cláudia Raia e Joana Fomm, entre outras, nas ladies...

Edson Celulari, Maurício Mattar, Marcos Frota, Gianfrancesco Guarnieri, Cláudio Marzo, Marcos Paulo e Lauro Corona, entre outros, nos gentlemen.

Uma novela que deixa saudades.
Castelo Branco, Praça D. Luís I, em 1909

Sucessos Esquecidos dos Anos 80 - Call Me - Spagna

Mais um hipnótico exemplo do que era o Italo-Disco, cheio de sintetizadores e refrões simples e orelhudos.

Spagna fez ecoar este "Call Me" em 1987, ano de lançamento do seu primeiro álbum, e que tinha como primeiro single "Easy Lady".

O vídeo, que nunca mais esqueceremos por causa daquele cabelo punk platinado, foi gravado em Notthingham, Inglaterra.

Lembro-me que ficava algo dividido a assistir a este teledisco.
Por um lado sentia atracção pela cantora, por outro achava que ela daria jeito como espanador...

Spagna tem hoje 55 anos, e ainda canta.
Esteve, por exemplo, no Festival de San Remo, em 2006.
Vidago Palace Hoetel, Vidago, 1913

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cinemateca Pop - Splash, a Sereia

Em 1984, não tenho a certeza se o Montijo já teria outro cinema para além do Cine-teatro Joaquim de Almeida.
Talvez já existisse o Cine Parque.

Para mim, que estudava, na Secundária do Montijo, seriam os dois sítios mais à mão para ver este misto de comédia e fantasia, mas já só vi "Splash, a Sereia" em vídeo.

Trata-se de um filme sobre uma sereia que chega nua a New York, atrás de um homem que ela salvou de um afogamento, e por quem ela se apaixona.

Uma das mais engraçadas peripécias do filme, tem precisamente a ver com as tentativas de Madison, a sereia, ( a louríssima Darryl Hannah) de esconder a sua cauda.
O que se revela impossível sempre que ela entra em contacto com a água, motivando o interesse da comunidade científica e as gargalhadas de quem viu o filme.

Tom Hanks, a paixão da sereia, tornou-se uma estrela de Hollywood a partir deste filme de Ron Howard.

"Splash, a Sereia" foi nomeada para o Óscar do Melhor Argumento, mas não venceu a estatueta do careca dourado.

Mas ganhou um Globo de Ouro para a melhor comédia/musical.

O nome da sereia, Madison, tornou-se o preferido das jovens mães americanas da época, que baptizaram assim grande parte dos bebés de 1984 e 1985.
Almeida, Distrito da Guarda. Quartel das Esquadras, princípio do Séc. XX

Divas de Hollywood - Lana Turner

Uma das mais famosas sex symbols do cinema, nas décadas de 40 e 50, foi descoberta aos 15 anos, quando bebia uma Coca-Cola no "Top Rat Café", em Hollywood.

Lana Turner já foi aqui referência a 10 de Agosto, na primeira "Juke Box", já que foi a inspiraçao para uma das mais brilhantes interpretações de Roy Orbison.

"O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes" foi o filme mais importante da carreira da bela Lana.

Casou-se e separou-se sete vezes, nenhuma delas com aquele que terá sido o grande amor da sua vida, Tyrone Power.

Adorava gastar dinheiro, principalmente em sapatos.

Trivialidades comparadas com o grande escândalo que em 1958, envolveu a sua filha e um dos seus amantes, o gangster Johnny Stompanato.

Cheryl Christina Crane, a filha, assassinou Stompanato com uma faca de cozinha.
Stompanato passava a vida a agredir Lana.
Cenas de cinema na vida real.

Lana Turner morreu de cancro na garganta, a 29 de junho de 1995, na Califórnia.

Em baixo, o trailer de "O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes", de 1946, onde contracenou com John Garfield.

Macau, 1936

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sucessos Esquecidos dos Anos 80 - Jeanny - Falco

Foi complicado colar aqui este vídeo protegido (preferiria até a expressão "manietado") em relação aos direitos autorais pela Sony.
Esperemos que não o retirem daqui.

Estávamos em 1986, quando Falco fez sucesso com este "Jeanny", que nos soava ao mesmo tempo estranho e belo, em língua alemã.

O vídeo é uma ode ao desespero e à loucura, mas de uma beleza e requinte inegáveis.

O cantor morreu à beira de completar 41 anos, na sequência de um acidente de viação, mas ficam temas como "Rock me Amadeus", para a eternidade.

Velhos Postais Ilustrados

Funchal, Largo do Município, 1922

A partir de agora, e depois das imagens de objectos antigos e de posters de filmes, a "Máquina do Tempo" passa a publicar no "Vintage Break", entre postagens, postais antigos de diversas localidades portuguesas, e outras paragens, recorrendo ao "Blog da Rua Nove", um blog já suspenso.

Já agora, solicita-se ao administrador desse blog que contacte a "Máquina", caso entenda haver algum problema relativo à publicação destes postais.

Nós, por cá, continuamos a recordar os Anos 80 e outros anos dourados.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O Nosso Top 10 das Sexy Singers

Excelentíssimos leitores e leitoras deste blog dedicado à nostalgia dos Anos 80 e de outros anos dourados:

Ontem terminámos o nosso primeiro Top 10, o das "Sexy Singers dos Anos 80" e para aqueles que não seguiram a eleição a par e passo, aqui fica a lista completa das 10 mais sexy, e um link para todas as 10 postagens.
Clicando aqui.

TOP SEXY SINGERS ANOS 80

1. Samantha Fox
2. Kim Wilde
3. Heart
4. Wendy James
5. Nena
6. Debbie Harry
7. Kylie Minogue
8. Sabrina
9. Laura Branigan
10. Madonna

O "Top 10" vai passar a ser editado no dia 10, de dois em dois meses, por isso, até 10 de Novembro e não se esqueçam de lavar os dentes antes de se deitarem.

Tesourinhos Fascinantes - As Cassetes

Quem é que nunca gravou uma selecção de temas daqueles bem pirosos e peganhentos para conquistar uma miúda?

Possivelmente as leitoras deste blog que não têm tendências lésbicas.

Havia cassetes de ferro (eram duras para caramba), de crómio, de metal, ou até as que abafavam o ruído, o que foi importante para quem como eu foi ao ponto de usar um gravador de cassetes para gravar músicas da televisão, captando o toque da campainha, os carros a passar, os puns da mãe e até a buzina do padeiro.

Mas era da rádio que gravávamos a maior parte das músicas que compunham as nossas cassetes que eram depois catalogadas com requinte.

Os mais organizadinhos, como eu, numeravam a lombada e até se atreviam a desenhar as capas.

A que desenhei para o "Thriller" de Michael Jackson estava ao nível daquilo que o meu sobrinho fazia na Escola Primária.

Mas eram os "Especiais Anos 80" que eu adorava gravar e etiquetar.
Ainda estão lá para casa, numa improvisada prateleira no topo do armário onde estão guardadas algumas revistas de Walt Disney e os discos de vinil.

Na era dos downloads e música portátil em i-pods catitas, estou um passo atrás, usando e abusando dos cd´s que mataram as cassetes.

E não era muito complicado matar uma cassete.

Bastava agarrar-lhe na tripa magnética e esventrá-la com requintes de malvadez.
Era um óptimo momento anti-stress desde que a cassete não fosse nossa, claro.

O pior era quando as caixinhas de música cometiam elas próprias suicídio nas cabeças de leitura e gravação.
Cheguei canções do tipo dos Communards convencidíssimo que era o Rod Stewart.

E quando, por fim, o aparelho arrancava a fita, ficávamos passados e arrancávamos os cabelos, e é por por isso que restam poucos.
Sete.

Havia quem preferisse mandar as fitas para a rua, proporcionando belos efeitos de Carnaval tóxico, graças às serpentinas magnéticas que se viam aqui e ali.

Sendo um homem da rádio, as cassetes tornaram-se também instrumentos de trabalho, na altura em que se gravavam rm's com as declarações dos entrevistados.
Os rm's eram os "registos magnéticos, que nos tempos da Rádio Voz de Setúbal eram gravados nas cassetes promocionais das Selecções do Reader's Digest onde António Sala anunciava "Sucessos Românticos".

O dedo mindinho aqui do JP, mais pequeno que uma pevide de abóbora, era o suficiente para alinhar a fita e pô-la a tocar.

Como é que se fazia?
Colocava-se o dedo mindinho na bobine que tinha menos fita e rodava-se aquela pequena traquitana até deixar o início da fita a meio da superfície de leitura.

Foram os tempos aúreos do dedo mindinho.

Hoje dominam o dedo do meio - esticado para gente que nos azucrina a paciência nas estradas - e o polegar, o preferido das gerações mais jovens para jogar, enviar sms's ou pedir boleia.

Havia também, claro, as cassetes vídeo, esses enormes matrafolhos parecidos com tijolos, mas sobre essas velharias escreverei num outro dia.

Com o duplo deck da aparelhagem knockout e o auto-rádio do carro, idem, aliás todo o carro idem, resta-me olhar para as velhas cassetes enfileiradas como se fossem guerreiros de terracota de outras batalhas.

Clássicos MPB - O Leãozinho

Agora que o Sporting já melhorou qualquer coisinha, e antes da recepção ao Vitória de Setúbal, recordamos aqui um dos mais bonitos temas de Caetano Veloso, "O Leãozinho".

Criada em 1977, apropriadamente para o álbum "Bicho", esta belíssima canção já mereceu diversas interpretações sobre quem seria o "leãozinho" da música.

Há quem afirme simplesmente que é uma referência à juba que Caetano usava à época, como se pode ver no vídeo em baixo...

... mas parece que a verdade é muito mais panisga.

Segundo o livro "Verdade Tropical", escrito por Caetano, “O leãozinho” é uma canção de ternura para um moço bonito do signo de Leão que toca contra-baixo em bandas de rock desde menino e que era menino quando os Beatles estava no auge.

Mais concretamente, seria para o contrabaixista dos Novos Baianos, Dadi.

Aqui fica então, em imagens com mais de 30 anos, o nosso "Leãozinho" de Rabetano Panisgoso.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Top 10 - Sexy Singers dos Anos 80 - Nº 1 - Samantha Fox

Estávamos em 1986.

Nas televisões lá de casa, Samantha Fox aparecia com os seus míticos micro-calções de ganga a sussurrar "touche me, I wanna feel your body" e eu percebia, enfim, porque é que se dizia que a vaca Cornélia tinha fascinado a geração dos meus pais.
Estava a acontecer outra vez.

A louraça que espicaçou o mundo nos anos 80, em especial pelo magnifíco par de mamas, há que dizê-lo, nasceu a 15 de Abril de 1966, há 45 anos atrás.

Os Anos 80 foram os seus anos dourados e não havia homem heterosexual que não tivesse uma erecção à conta daquela vaqui... lourinha, cujo maior talento era mesmo o airbag capaz de salvar qualquer família que num Smart chocasse com um camião TIR.

Décadas depois, vem-se a saber que, a despeito - cá está - de entesar toda a ala maculina de uma banda de eunucos, a nossa Sam até gosta mais de gajas.
Uma maluca.

Aqui em baixo, para recordar tardes ressabiadas dedicadas a práticas anti-stress, ressuscitamos o mega-hit "Touch Me".

Um vídeo para imortalizar, não as duas ogivas nucleares que a Samantha Fox traz ao peito, mas os tais calções de ganga comprados numa loja de saldos em Liliput.

Lembro-me que uma vez, no Algarve, nos tempos de campismo, vi numa daquelas hiper-motorizadas que só os turistas alemães tinham, um autocolante com a nossa Samantha exactamente em cima de uma mota, com o derriére espetado nuns mini-calções de ganga criteriosamente rasgados.

Nesse dia não foi preciso armar a tenda.





Lendas do Futebol - Mladenov

Foi um dos melhores estrangeiros a actuar em Portugal na década de 80, na altura em que os búlgaros eram mesmo bons.

Mladenov brilhou mais com as cores de um dos meus clubes favoritos em Portugal, o Belenenses.

Em 1989, os azuis, comandados por Mladenov, foram passando eliminatórias na Taça de Portugal.
Na final, o Belenenses venceu o Benfica por 2-1.

Mladenov não jogou a final mas fica para a história o único troféu do búlgaro em solo lusitano.

No princípio da década de 90, ainda alinhou no Vitória de Setúbal, no Estoril e Olhanense.

Fez furor ao lado de jogadores como Mapuata e Chico Faria no Belenenses, ou Yekini, no Vitória de Setúbal.

No Mundial de 1986, a selecção búlgara, ode pontificava Mladenov, deixou boa imagem, mas foi em 1994 que os búlgaros conseguiram um quarto lugar no Mundial de Itália.

Com Mladenov retirado, era a vez de Stoichkov e Balakov.

Aqui em baixo, recordamos Stoycho Mladenov em fotos e vídeos.